Lojas Renner (LREN3) sofre ataque hacker; entenda os riscos dos ciberataques corporativos

No Brasil, os problemas causados por ciberataques são maiores do que a média global

Na tarde desta quinta-feira (19), o site da Lojas Renner (LREN3) saiu do ar em razão de um ataque cibernético que afetou o sistema da rede.

Em nota, a Renner confirmou o ataque criminoso no sistema da companhia, com efeito na indisponibilidade das operações. 

Logo, a empresa solicitou os protocolos de controle e segurança para minimizar o ataque e proteger os seus dados. 

Ataque cibernético na Lojas Renner

Desse modo, a companhia garantiu que os dados bancários dos clientes permanecem em segurança e inteirou que o sistema dispõe de tecnologias e padrões rígidos. 

Além disso, em nota divulgada ao público, assegurou que irá aprimorar a infraestrutura da rede para reafirmar os protocolos de proteção de dados e sistemas. 

Em seguida, os usuários chegaram a comentar nas redes sociais sobre a indisponibilidade de compras no site das Lojas Renner.

Na internet, as informações de que o ciberataque seria uma invasão de ransomware. Ou seja, quando os hackers sequestram os dados da companhia, mas para que as informações dos clientes não sejam divulgadas, solicitam um pagamento de resgate.

Após o ataque, nesta quinta-feira (18), as ações LREN3 fecharam em alta de 1,15%, a R$ 39,45. Na manhã de hoje (20), estava em alta de 1,14%, com a mesma cotação.

Lojas Renner (LREN3) sofre ataque hacker; entenda os riscos dos ciberataques corporativos
Unidade Lojas Renner

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aumento dos ciberataques corporativos

Em suma, as ameaças cibernéticas em computadores de sistemas corporativos aumentaram 24% em todo o mundo.

No entanto, a probabilidade de invasões cibernéticas no Brasil é 17,5% maior que nos outros países. Segundo levantamento da Avast, empresa de segurança e privacidade digital, mais de 10 mil computadores de usuários domésticos e mil computadores corporativos foram ameaçados durante a análise.

A propósito, uma das principais motivações para o crescimento desses crimes foi a chegada da pandemia contra a Covid-19, momento em que inúmeras empresas adotaram o trabalho a distância.

Afinal, nem todas empresas adotaram as devidas medidas de segurança. Por exemplo, implementando os VPNs corporativos seguros e novas soluções de acesso remoto. Assim, os criminosos se aproveitaram da situação.

Ainda no levantamento, os números apontam que as ameaças estão ainda mais aprimoradas do que antes, então o risco das empresas é maior. Deste modo, elas buscam rodear a tecnologia de proteção comum dos softwares de segurança.

Logo, a média global de ameaças cibernéticas em usuários corporativos é de 2,3%, já para usuários no Brasil, a taxa de risco é de 3,4%.

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