CVC (CVCB3): ‘estamos com R$ 1,5 bi em caixa para honrar compromissos’, diz diretor

A pandemia do novo coronavírus afetou o setor de turismo e hotelaria. Aos poucos os portos e aeroportos estão voltando à rotina e a CVC (CVCB3) tem R$ 1,5 bilhão em caixa para investir na própria companhia.

A afirmação é de Maurício Montilha, diretor-executivo de Finanças e diretor de Relações com Investidores, para quem o dinheiro é suficiente para honrar com os compromissos da CVC. “Essa iniciativa deixa os investidores mais confiantes em relação à empresa”, disse.

A empresa agiu rápido para diminuir os impactos causados pela pandemia. Isso inclui maiores possibilidades de remarcação de viagens, estratégias para evitar inadimplência, flexibilização dentro, e fora da empresa. Acompanhe agora a entrevista exclusiva com Mauricio Montilha.

Maurício Montilha, Diretor-executivo de Finanças e diretor de Relações com Investidores da CVC -Corp.

1bi: qual foi o tamanho do impacto da pandemia na CVC, e quantas lojas não conseguiram aguentar o baque econômico e fecharam as portas?

A CVC atende pessoas físicas e jurídicas. Atendemos mais de 10 mil agências de turismo pelo país. A pandemia nos pegou em cheio em nosso negócio .O faturamento caiu para estaca zero, algo que nunca aconteceu na história da empresa. Durante o período de restrição de movimentação, entre abril, maio e junho, nós ficamos praticamente com as 1400 lojas fechadas. Em junho começamos a reabrir as lojas, hoje temos 1200 lojas abertas, e caminhando para abrir mais. Nosso atendimento online também precisa ser destacado. O serviço está melhor do que nunca e o cliente pode resolver a maior parte de suas questões por lá. (No arquivo abaixo, o trecho está localizado a partir de 01:27)

1bi: mesmo com uma queda gigantesca de viagens, vocês continuaram vendendo no primeiro mês de pandemia cerca de 20% do que vendiam antes, isso se manteve durante o período de isolamento ou a CVC ficou praticamente sem receita?

Em abril, maio e junho nossa receita foi praticamente zero. Mas somos uma empresa otimista, e focamos no nosso objetivo, nosso lema virou “o turismo sumiu mas, o turista não sumiu”. Em médio e longo prazo, nós temos boas perspectivas de recuperação. Mas o que aconteceu durante a pandemia com a indústria do turismo nunca aconteceu. (A partir de 04:13)


1bi: como a CVC lidou com as questões internas como relacionamento com clientes, fornecedores, funcionários?

Nós somos um elo importante no ecossistema. Embarcamos 13 milhões de passageiros por ano, mais de 10 mil pequenas agências vendem através de nós, 60% dos hotéis no nordeste dependem da CVC. O turista conseguiu parcelar suas viagens através de nossas inovações, nós trouxemos isso pro mercado. Quando veio a crise, a CVC parou de fechar pacotes mas por conta das nossas formas de pagamento, nós continuamos recebendo dinheiro. Nós garantimos que todos eles pudessem remarcar com tranquilidade suas viagens ao invés de cancelar, e assim honramos todos os nossos compromissos com todos aqueles que dependem de nós. (A partir de 05:27)

1bi: Vamos falar de ações, nenhum segmento sentiu mais forte essa pandemia como eventos e turismo. Antes do coronavírus, a CVC teve problemas contábeis, isso acaba impactando a credibilidade da empresa. O que você tem para falar ao investidor sobre o por que ele deve manter a CVC em sua carteira de ações?

Primeiramente não posso fazer a recomendação de ações, mas posso dizer que nosso compromisso é sério. Erros todos cometem, quem levantou os próprios problemas fomos nós, e nós mesmos estamos resolvendo. Estamos todos comprometidos com a qualidade do nosso serviço e não apenas preocupados com os números. Estamos nos reerguendo. O  turismo doméstico está voltando com muita força, somos o campeão neste nicho, e por conta do dólar alto, o brasileiro está voltando a descobrir o Brasil, e isso é extremamente valioso para nós. Apesar de tudo estamos com R$1.5bilhões em caixa, temos dinheiro para honrar com todos os nossos compromissos. Os acionistas se mostram muito confiantes. (A partir de 14:30)

ESG: entenda o que é e sua importância no mercado financeiro

ESG é um termo que vem se tornando cada vez mais popular no mercado financeiro. 

A sigla ESG é a abreviação de uma definição em inglês que significa Environmental, Social and Governance. Em português, é possível encontrar como ASG, referindo-se à Ambiental, Social e Governança. 

O termo vem recebendo destaque mundial por estar associado a negócios consolidados, com baixo custo de capital, e de resistência superior a riscos relacionados a sustentabilidade e clima. 

Após o acidente da Vale (VALE3) em Brumadinho (MG), que ocorreu no dia 25 de janeiro de 2019 e deixou mais de 220 mortos, os investidores no Brasil despertaram mais interesse neste tema. 

Governança, Ambiental e Social 

Durante anos, o principal foco das organizações, governos, empresas e até mesmo dos investidores, era direcionado para o aspecto representado pela letra G da sigla, Governança

Fatores como faturamento, liderança, corrupção, ética de negócios eram determinantes para a avaliação de uma empresa antes de se tornar um investidor. Mas na última década, muitos acionistas têm avaliado os conceitos ambiental e social antes de adquirir uma ação. 

Isso acontece pois os critérios analisados nos ESG promovem informações para os investidores sobre a relação da empresa com o meio ambiente, seu compromisso social, relacionamento com a comunidade e público. Em geral, empresas com boa governança são mais íntegras e confiáveis por estarem menos sujeitas a ceder para corrupção ou coerção. 

ESG no Brasil 

Aqui no Brasil, os parâmetros ESG ainda estão no estágio inicial, os campos que desenvolvem os critérios de sustentabilidade, ética governamental e social são pequenos, e a maior parte corresponde aos investidores globais fora do Brasil. 

O termo está cada vez mais sendo usado por corretoras, bancos, consultores financeiros e fundos de investimentos em nome de uma avaliação apurada sobre o meio ambiente, sociedade e governança.  

“Elas tendem a ter um negócio mais bem estruturado e uma qualidade superior de gestão, o que leva a um melhor desempenho sob o aspecto financeiro”, comenta Marcelo Nantes, superintendente de gestão de fundos da Bradesco Asset Management.

Empresas como Natura (NTCO3), Ambev (AMBEV3), Banco do Brasil (BBAS3), são exemplos de empresas brasileiras com foco em padrões ESG, segundo dados da XP Investimentos. 

Impacto nas empresas 

Quando o investidor opta por incluir ações ESG dentro de sua carteira de investimento, as empresas que ainda não condizem com os padrões respectivos, se sentem pressionadas a se modificarem aos critérios impostos. 

Este movimento é benéfico tanto para o meio ambiente, quanto para as empresas e quem compra suas ações. 

Em 2017, a empresa global de informações de dados, Nielsen, divulgou uma pesquisa sobre consumidores de todo o mundo e mostrou que 81% dos consumidores apostam muito mais em empresas que ajudam a melhorar o meio ambiente. E cerca de 60% dos consumidores estão extremamente preocupados com a poluição da água e do ar, uso de plástico em embalagens, resíduos de alimentos, entre outros. 

Commodities: especialista dá dicas sobre os melhores ativos no panorama econômico atual

Dentre as variadas opções para multiplicar seu dinheiro no mercado no financeiro, um modelo de investimento ainda pouco conhecido, porém muito rentável, são as commodities.

Elas são a base da economia global, são matérias-primas com baixo nível de industrialização.

Os tipos mais populares do mercado, hoje, são agrícola (Ex.:grãos), mineral (Ex.:ouro) ou de recursos energéticos (Ex.:etanol).

Economia global

Por serem produtos fundamentais para a sobrevivência humana, as commodities têm um grande peso na economia global.

O investidor que pretende diversificar a carteira de investimentos para diluir os riscos, pode optar por incluir commodity através de uma corretora de ações com especialistas sobre o mercado de ações matérias-prima.

Para iniciar este tipo de investimento, é necessário ter conhecimento sobre este mercado.

O economista e advogado Alessandro Azzoni trouxe dicas preciosas para quem pretende investir exclusivamente no ativo ou por rebalanceamento de carteira. Ele falou com exclusividade ao 1Bilhão.

Economista e advogado, Alessandro Azzoni.

Pingue Pongue

1Bi: a partir de quanto posso começar a investir em commodities?

Para investir em commodities você precisa ter uma visão macroeconômica, porque o mercado de derivativos pode ser muito agressivo.

Você pode ter perdas muitos substantivas ou ganhos altos. Este mercado foi criado para ser um Hedge, é uma garantia de entrega futura.

O valor das ações em commodities varia de acordo com o produto escolhido e sua quantidade.

1Bi: qual é o erro mais comum do investidor iniciante ao adquirir commodity?

Um dos erros mais comuns do investidor iniciante é adquirir ações de um determinado segmento de commodity pela valorização do produto.

Nunca é recomendável criar uma carteira de ações baseada apenas em um tipo de commodity. É importante lembrar que a valorização do commodity é dada por um cenário macroeconômico, ou seja, depende de variáveis nacionais, internacionais, clima.

Por exemplo, se o indivíduo investe tudo em contratos futuros de soja no Brasil e, de repente, os EUA têm uma boa produção de soja e resulta numa super safra, isso desequilibrará o cenário internacional de soja futura, e irá afetar diretamente o investimento que o indivíduo fez aqui no Brasil. Por isso é indicado ter uma carteira diversificada com diversos tipos de commodities.

1Bi: quais são as maiores vantagens das commodities?

São ativos que já possuem um fornecedor e não um especulador. Quando entramos numa crise mundial no mercado financeiro, o ouro, por exemplo, é um commodity que não perde seu valor.

E  o que mais destaca as commodities por serem ações mais seguras que as outras, é o fato de estarmos lidando com matéria-bruta essencial para a sobrevivência humana.

1Bi: é saudável o investidor ter uma carteira de ações apenas com commodities?

Nunca indicamos a um investidor manter sua carteira de ações em um único setor. O mercado financeiro oscila diariamente para cima, e para baixo, literalmente em todos os mercados.

É importante manter uma carteira diversificada, uma dica valiosa é optar diversificar por ramos de atuação das empresas.

Busque investir em em diversas áreas, caso o desempenho de um setor específico caia, você está segurado através dos outros investimentos.

1Bi: por que não é indicado ter posse de commodities físicos e armazenados?

Os riscos de ter commodities físicos são muitos. Se falarmos de alimentos ou bebidas, é necessário ter um local com condições adequadas para aquele produto.

O ouro te traz um risco de furto, além disso, enquanto a barra de ouro está custodiada dentro da Bolsa de Valores (B3) ou dentro de uma casa de custódia, e você tem o certificado, a barra de 250g  é considerada perfeita, ao retirar da instituição.

Caso queira vender futuramente, você terá que enviar para uma empresa especializada, para garantir ao comprador se o produto  continua em estado perfeito. Isso custa em médica de 1 a 2% da certificação.

1Bi: quais são as commodities mais indicadas para se adquirir?

O investidor deve sempre analisar os dados divulgados de cada produto mensalmente. Em setembro de 2020, por exemplo, os commodities que se mantém no topo da lista são minério de ferro, soja, óleos brutos de petróleo e açúcares.

A partir dessa informação, o investidor deve buscar por empresas destes segmentos. Como a mineradora Vale (VALE3), Petrobrás (PETR4) no ramo de exploração, refino e comercialização de petróleo, essas são companhias líderes na B3.

O Brasil no topo

O Brasil é um dos maiores produtores de commodities do mundo. O território nacional é caracterizado pela abundância e variedade de recursos naturais, que permitem o amplo desenvolvimento da produção de produtos básicos.

Segundo o ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os líderes no ranking dos países que mais importam do Brasil são China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Chile.

Os cinco países no topo do ranking são responsáveis por 50,4% das exportações brasileiras. Dentre os produtos mais exportados estão Soja, Petróleo, Minério de Ferro, Celulose, Milho, segundo a ComexStat, analisando o período de janeiro a dezembro de 2019.  

Commodities mais disputados

Dentre as commodities mais disputadas no mercado financeiro, o top 10 das empresas líderes na Bolsa de Valores (B3), estão VALE (VALE3) em primeiro lugar, representando o setor de mineração, e Petrobras (PETR4) em segundo lugar, com extração de petróleo. 

O mercado de ações oscila diariamente. Na hora de adquirir uma ação, é necessário analisar trajetória da instituição e crescimento no setor que ela atua, principalmente quando lidamos com commodities.

A rentabilidade através de ações de matéria-prima é grande e estratégica por serem produtos de relevância global.

Tesouro Selic encerra o mês negativo

O mês de setembro entrou para a história. Pela primeira vez em 18 anos, o Tesouro Selic teve rentabilidade negativa.

O Tesouro Selic é um índice do Tesouro Direto, que pertence ao governo federal. 

Quando a aplicação é feita no título, é como se o dinheiro fosse emprestado à União, que retribui com juros.

Sempre, dentro das principais recomendações dos especialistas, o Tesouro Selic é uma das aplicações de renda fixa mais seguras, por conta do baixo risco de oscilação de rendimento, ter liquidez diária e não perder o valor. 

Rentabilidade Negativa 

Desde 2002, o título mais conservador não demonstrava uma rentabilidade negativa. O índice que vence em 2025 já apresentou um prejuízo de 0,15% em setembro para quem deseja resgatar antecipadamente. 

Isso acontece por conta de um fator chamado marcação de mercado, que consiste na atualização, geralmente diária, do valor de um ativo pelo seu preço de mercado. 

Como no Tesouro Direto e em outros investimentos, o valor do título pode oscilar ao longo do tempo, por conta da variação das expectativas do mercado, da oscilação da taxa Selic e dos agentes financeiros. Em tese, o Tesouro Selic é um dos investimentos mais seguros do país, pois a garantia é oferecida pelo Governo Federal. 

É a hora de recuar? 

“Se olhar a rentabilidade de mais de um ano, o mês foi apenas um tropeço perto de uma rentabilidade maior”, diz Marília Fontes, analista de renda fixa da Nord Research.

É importante que o investidor saiba que a queda na rentabilidade só acontece se a aplicação for retirada antecipadamente, portanto não há motivos para pânico. Tudo indica que essa queda foi pontual.

O risco de crédito do Tesouro Selic continua sendo o mais seguro, principalmente para o pequeno investidor ou seja, pessoa física. 

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Bolsa de Valores (B3) para iniciantes: como começar a investir do zero?

Além de saber como entrar na bolsa de valores é necessário se atentar também às pegadinhas do mercado financeiro e o que não fazer ao investir em ações.

A maioria das pessoas não investe porque acredita que investimento é algo extremamente complicado, e é apenas para quem tem muito dinheiro. Porém, investir é mais fácil do que grande parte dos brasileiros imagina.

Por isso é necessário desmitificar a lenda de que investimento é para ricos e pessoas geniais, principalmente o investimento em ações.

O que é o investimento em ações?

Quando se compra uma ação, na verdade se está comprando um pedaço de determinada empresa, então se ela segue um bom desempenho constante, se destaca no mercado financeiro e no seu segmento, portanto suas ações podem passar por uma valorização.

Por exemplo, vamos supor que uma pessoa tem uma padaria, e quer expandir a rede, abrindo a possibilidade para ter outros sócios, dessa forma é possível ter mais potência para investir em outras unidades da rede de padarias. Basicamente, investir em ações é a mesma coisa.

Uma empresa abre o seu capital para captar dinheiro e investir em melhorias, expansão, entre muita outras possibilidades.

Como investir do zero?

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores, que é uma instituição financeira que faz o intermédio entre o cliente e as empresas de capital aberto, que são listadas na B3 (B3SA3), que são as únicas que podem vender ações.

Com isso, separei uma lista com as corretoras mais conhecidas do mercado financeiro atualmente:

  • Nova Futura Investimentos
  • Modal
  • XP investimentos
  • Rico
  • Easy invest
  • Banco Inter

Para abrir uma conta é muito fácil, basta preencher com alguns dados, como nome, CPF e e-mail. Em torno de 24 horas a conta já estará aberta e será possível começar a investir em ações.

Após a conta aberta é necessário transferir dinheiro da conta bancária para a corretora escolhida. O dinheiro será vinculado ao CPF, dessa forma ele só transitará para lugares onde há autenticação do responsável.

Quanto o investidor está disposto a perder?

Essa é a pergunta que o novo investidor deve se fazer antes de adquirir ações. Estamos falando de bolsa de valores, a oscilação é constante, para cima e para baixo. Então é importante definir uma porcentagem do patrimônio que não irá impactar a vida financeira caso as ações despenquem e esse dinheiro seja perdido.

Qual a importância do Ibovespa:

O Ibovespa é o índice da B3, é um indicador do comportamento das ações mais negociadas na bolsa de valores. Não é possível investir no Ibovespa, mas é possível investir em um ETF (Exchange-traded fund), sendo este um fundo de investimento negociado na bolsa de valores, exatamente como uma ação, e ele reproduz fielmente o Ibovespa, com as mesmas proporções e pesos. A partir de R$ 100,00 já é possível  investir no ETF chamado de BOVA11, onde estará investindo em 74 empresas da bolsa, e a maior vantagem desta estratégia é que não se concentra o investimento em apenas uma empresa ou único setor.

Carteira de ações:

Após um tempo estudando sobre investimento e se aprofundando no mercado financeiro, é possível criar a própria carteira de ações.

A melhor forma de iniciar este passo minimizando as chances para erros é acompanhar as recomendações das corretoras, pois elas desenvolvem uma carteira recomendada mensal, que nada mais é do que uma indicação das melhores ações para se investir naquele período. Elas consideram a estabilidade da empresa, das ações e do setor.

Quantas ações ter na carteira?

De 10 a 30 ações. Menos que isso, estará aumentando o risco de perder dinheiro, já que estará concentrando seu risco em poucas empresas. Quanto mais ações tiver, mais equilibrada a carteira será. E sempre priorize as “Blue Chips”, ou seja, as empresas que estão em excelente condição financeira e consolidadas como líderes em seus ramos.

Além de saber como entrar na bolsa de valores é necessário se atentar também as pegadinhas do mercado financeiro e o que não fazer ao investir em ações:

1- Apostar em uma única ação

Diversifique a carteira, escolha diversos setores para concentrar as ações. Essa é uma forma segura de se equilibrar na bolsa de valores.

2- Foco em ações a longo prazo

Investir em ações não deve ser uma aposta. É um investimento focado no longo prazo. Um investidor inteligente é aquele que sempre pesquisa sobre a empresa que está  colocando seu dinheiro.

3 – Não se desespere quando as ações caírem

A bolsa de valores oscila constantemente, portanto, é necessário preparação para isso. E quando as ações caírem, mantenha a calma, pois o prejuízo só existe quando se vende as ações, ou seja, quando se zera a posição.

4- Não fique especulando

Especular é coisa de quem quer ganhar dinheiro rápido, e quando estamos falando de ações, isso não existe.

5- Não seja impulsivo na hora de comprar e vender uma ação

 Pense, analise e leia muito antes de tomar qualquer decisão. Consulte pessoas mais experientes e pergunte a opinião delas.

 6- Não entre com mais dinheiro do que seu emocional aguenta

A instabilidade da bolsa é constante, comece com pouco e vá aumentando.

7 – Não olhe o home broker todos os dias

Faça um acompanhamento saudável, isso não significa olhar todos os dias. É preciso manter o equilíbrio. Não abandonar a ação na carteira mas também não ficar checando de hora em hora. 

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5 livros que todo investidor deve ler

Todos os segredos e estratégias sobre aqueles que alcançaram o sucesso e conquistaram seus patrimônios, estão registrados. 

A ausência da educação financeira em nossa formação impacta diretamente a forma como lidamos com dinheiro no presente.

Na grade escolar de crianças e adolescentes no Brasil, não há qualquer matéria que estimule o indivíduo a administrar dinheiro pensando no futuro.  

Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), dados de 2020 mostram que 67%  dos consumidores brasileiros não guardam dinheiro. 

O hábito

Ler é um hábito que agrega valor de mercado. Através do conhecimento é possível ter referências de como conquistar os objetivos com mais facilidade e destreza. 

Preparamos uma lista com os 5 livros que podem mudar sua maneira de administrar dinheiro.

  1. O Investidor Inteligente, Benjamin Graham

Benjamin Grahan, foi o maior consultor de investimentos do século XX. O inglês inspirou multidões ao redor do mundo. O seu conceito de “valor investidor” ensina o investidor a desenvolver metas a longo prazo, e protege investidores de cometer erros cruciais. O livro é um best-seller, com mais de 1 milhão de cópias vendidas ao redor do mundo. É conhecido como a bíblia do investidor. 

  1. O jeito de Warren Buffett de Investir, Robert G. Hagstrom 

Warren Buffet é o investidor mais famoso do mundo, e segundo a Capital Research, ocupa a quarta posição do homem mais rico do mundo. Warren se tornou rico através de compra de ações e empresas. Em seu livro ele ensina como ter sucesso ao administrar uma empresa e como acertar na hora de adquirir uma ação da Bolsa de Valores. 

  1. A Bola de Neve: Warren Buffett e o Negócio da Vida, Alice Schroeder

Mais uma indicação sobre um dos homens mais respeitados do mundo. Alice Schroeder teve acesso a familiares e amigos de Warren Buffet, portanto, dessa vez, a recomendação é de uma biografia do empresário. O livro conta a trajetória de Warren desde sua infância até os dias de hoje, a trama detalha traumas, personalidade, lutas, estudo, e tudo o que levou Warren a se transformar um dos homens mais poderosos do mundo. 

  1. A Lógica do Cisne Negro, Nassim Taleb

Muito popular entre os investidores, A Lógica do Cisne Negro, mostra o quanto estamos à mercê do inesperado. O livro define ocorridos não previstos como “Cisne Negro”. Eventos que causaram grandes impactos e não puderam ser evitados, como 11 de setembro, por exemplo. Nassim acredita que o mundo gira em torno dessas ocasiões, como a ascensão da religiosidade no mundo. Porque o ser humano não é capaz de prever os cisnes negros? Segundo o autor, o ser humano se limita a desenvolver conhecimento sobre assuntos específicos ao invés de adquirir sabedoria em diversas áreas do conhecimento. 

  1. Antifrágil: Coisas que se Beneficiam com o Caos, Nassim Taleb

Nassim volta na quinta posição com um best-seller que ensina como prosperar em um mundo cheio de incertezas. O livro aponta como a incerteza é algo necessário para a evolução. Um exemplo, é o desastre do navio Titanic que afundou em abril de 1912, no Oceano Atlântico Norte. Este ocorrido salvou milhares de vidas. A partir do acidente, muita tecnologia e inovação foram desenvolvidas para prevenir que o mesmo erro aconteça de novo. O livro engloba temas como revolução, estratégia e desenvolvimento a partir de situações inesperadas. 

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https://www.youtube.com/watch?v=_KXf15mMWLg&t=535s

ETF: saiba o que é e como investir

Esta é uma boa alternativa para o investidor iniciante começar a investir na Bolsa de Valores (B3). Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo de índice que te permite acesso a mercados amplos, sem a necessidade de comprar cada ativo individualmente. 

Este é um tipo de investimento relativamente recente no Brasil, lançado em 2004, enquanto nos Estados Unidos, já era negociado desde 1993.  E mesmo sendo um investimento novato, de acordo com dados da B3 do mês de abril de 2020, o ETF possui patrimônio líquido de R$ 1,4 bilhão, e 61,6 mil cotistas. 

Diversos motivos levam a este número alto de investidores, um deles é o valor das cotas ser bem acessível. É possível encontrar bons ETFs a partir de R$50,00 com um lote mínimo de compra a 10 cotas. Além disso, é fácil vender e comprar cotas a qualquer momento, pois as ETFs são negociadas diariamente. 

ETF: saiba o que é e como investir

Diversificação na Carteira

As pessoas que optam por este investimento, estão procurando diversificar a carteira de ações através de uma gestão passiva. Este modelo de investimento é gerenciado por um especialista que acompanha diariamente a oscilação da bolsa, e faz compras e vendas em busca de um melhor resultado. 

Diferente das outras ações, que só pagam tributos com investimentos acima de R$ 20 mil, os ETFs estão sujeitos ao Imposto de Renda, mesmo que o valor aplicado seja baixo. 

É necessário identificar se o seu estilo de investidor combina com a demanda de atenção que o ETF requer. O ETF é um investimento de renda variável, portanto não é possível saber com antecedência quanto irá lucrar com a capitalização. A forma de obter lucro com o ETF é vender as cotas para outro investidor a um preço maior do que quanto pagou. 

Para começar o investimento em ETF, é necessário criar uma conta em uma corretora de ações, instituição financeira que é a ponte entre as ações e o cliente. E após analisar a tolerância de risco e vantagens da aplicação, basta seguir com o investimento, e manter-se sempre atualizado com as novidades do mercado financeiro.

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CDI: saiba o que é

O CDI é mais um, dos muitos termos utilizados no mercado financeiro. Vamos entender melhor como ele pode interferir no seu investimento? 

O Certificado de Depósito Interbancário é um título de juros usado nas operações de empréstimos apenas entre os bancos.  

Sim, isso mesmo! Os bancos também emprestam dinheiro entre si, mas com um prazo de 24 horas de devolução.

CDI - o que é

Quando isso acontece?

Na ocasião que o número de saques é maior do que o número de depósitos naquele dia. Segundo o Banco Central, os bancos não podem terminar o dia com o caixa negativo. Ou seja, este certificado é uma taxa que indica quanto as instituições financeiras estão lucrando de juros ao emprestar dinheiro entre elas.

Essas movimentações geram uma taxa chamada de DI.

E é essa taxa negociada entre eles que define o mercado de renda fixa.

O impacto no seu investimento 

O Certificado não é um investimento ou aplicação financeira, ele é um índice usado como referência no mercado. Vale lembrar que o Certificado de Depósito Interbancário é o primo do SELIC, daí já dá pra entender que ele impacta diretamente na rentabilidade do seu investimento. 

Você sabe o que eles querem dizer quando falam que o investimento rende 100% do CDI? Bom, quando você ouvir isso por aí, compreenda que isso significa que seu investimento terá exatamente a mesma rentabilidade do CDI até a data de resgate da da aplicação.

Exemplo 

Vamos supor que um investidor com a rentabilidade de sua aplicação ordenada ao CDB de 110%, caso a taxa do certificado seja de 10%, o investidor terá um retorno de 11%. Sacou a ideia? 

Quais investimentos são afetados pelo CDI?

Principalmente o CDB, que acontece quando o investidor empresta dinheiro para o banco. Outros investimentos também são afetados como, LCI – Letra de Crédito Imobiliário, LCA – Letra de Crédito do Agronegócio, LC – Letra de Câmbio. 

CDB: saiba o que é e como ganhar dinheiro com ele

Você já deve ter lido em algum lugar essa sigla (CDB), mas por não saber o que significa, deixou passar. 

Então, vamos esclarecer isso hoje e, de cara, te ensinar a investir no CDB.

Investimento

Certificado

“Certificado de Depósito Bancário” é uma modalidade de investimento em renda fixa. Dessa vez, é você que empresta dinheiro para os bancos e, como nada é de graça nessa vida, eles te pagam juros por isso. 

Então, posso emprestar meu dinheiro para qualquer banco? Sim! Mas você deve tomar muito cuidado quando encontra um banco pagando juros mais altos do que outros.

Há uma série de fatores que podem levar a isso mas, geralmente, representa uma vulnerabilidade financeira do banco. 

Assim como se encontrar bancos com juros muito baixos, eles estão apenas tentando ser mais espertinhos que os outros. 

Lucro

A média de lucro dos Certificados é de 90% a 130% dos CDIs (Certificado de Depósito Interbancário). 

Além disso, é importante saber que existem 3 tipos de rentabilidade:

  • O Pré-fixado, é a aquele que você sabe exatamente quanto irá receber quando for resgatá-lo;
  • O Pós-fixado é o oposto, você só saberá quanto receberá de juros no final investimento;
  • E existe o equilíbrio entre esses dois tipos de investimento, que é o Híbrido, que é quando o banco se compromete a pagar a variação de algum índice inflacionário adicionado a uma taxa de juros fixa.  

CDB: melhor opção

E qual é a melhor opção pra mim? Depende do banco que você escolher!

Por isso, ao iniciar um investimento, faça uma pesquisa extensa e muito detalhada sobre a taxa de remuneração que o banco de sua escolha está oferecendo.

Compare os bancos, as taxas e as condições. Escolha uma que te deixe satisfeito(a) ao resgatar o seu investimento.