CVM recebe cinco pedidos de oferta pública inicial (IPO)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu cinco pedidos de oferta pública inicial (IPO) de empresas interessadas em participar do mercado de capitais.

O movimento confirma o bom momento vivido pelo setor com companhias de diversos segmentos tentando acessar a B3 e, com isso, captar dinheiro para reinvestimentos.

De acordo coma  autarquia, o bloco de ontem incluiu companhias tão distintas quanto a varejista on-line Privalia, a produtora de etanol de milho FS, passando pela financiadora automotiva Rodobens, a fabricante de LED Unicoba e o grupo hospitalar Mater Dei.

Essa leva vem na esteira de nada menos que 13 estreias na Bovespa até agora em 2021, em ofertas iniciais de ações (IPOs) que já movimentaram R$ 19,2 bilhões.

CVM recebe cinco pedidos de oferta pública inicial

CVM: operações e análise

Ainda de acordo com a autarquia, com 37 operações em análise e outras dezenas de companhias pretendendo pegar o mesmo caminho, estimuladas pelo juro básico na mínima de 2% ao ano, a previsão de especialistas é de que esse mercado supere facilmente os R$ 45,3 bilhões levantados em 27 operações do tipo no ano passado, já o pico desde o boom de 2007.

O número só não é maior porque os sonhos de tocar a campainha na estreia das ações na B3 foram interrompidos para várias outras, que desistiram dos planos quando perceberam que os investidores não estavam dispostos a pagar quanto elas desejavam por suas ações. Só em 2021, dez empresas desistiram.

Cenário

Esse cenário mostra a complexidade do ambiente atual para muitas empresas do País. Mesmo com juros historicamente baixos no Brasil e no mundo, investidores têm se mostrado que não estão dispostos a comprar qualquer história de investimento.

Das desistências recentes, a maioria é de empresas de setores promissores, quatro construtoras, que não tiveram a mesma sorte das seis que chegaram à B3 no ano passado, ano em que outras dez companhias também preferiram suspender seus IPOs.

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Mercado

Mesmo dentre as que chegaram ao mercado, algumas tiveram que aceitar vender suas ações no preço mínimo que esperavam, casos da Eletromidia, da Oceanpact e da CSN Mineração, só para citar as estreias desta semana.

O caso da Cruzeiro do Sul, que estreou na semana passada, foi ainda mais agudo, com a empresa de educação vendendo sua ação a R$ 14 por papel, abaixo da faixa estimativa fixada pelos coordenadores, de R$ 16,40 a R$ 19,60.

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