CVM afirma que ativos no exterior negociados no Brasil são considerados domésticos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esclareceu que produtos negociados no Brasil são considerados ativos domésticos, ainda que possam se referir, ser lastreados ou possuam “fator de riscos subjacente preponderantemente estrangeiro”. É o caso, por exemplo, de fundos de índice (ETFs) brasileiros que repliquem indicadores do exterior.

A informação consta em ofício divulgado nesta quinta-feira pela Superintendência de Supervisão de Investidores Institucionais (SIN). O objetivo é esclarecer dúvidas de administradores e gestores de fundos a respeito da interpretação da área técnica sobre a definição de um ativo como doméstico ou do exterior.

Ainda segundo o documento, isso não impede que a própria norma estabeleça tratamento excepcional e particular para determinados ativos, como é o caso dos Brazilian Depositary Receipts (BDR) Nível I, que se equiparam a ativos financeiros no exterior.

Fundos encerram ano com captação líquida positiva de R$156,4 bi, diz Anbima

CVM: oferta pública inicial

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu cinco pedidos de oferta pública inicial (IPO) de empresas interessadas em participar do mercado de capitais.

O movimento confirma o bom momento vivido pelo setor com companhias de diversos segmentos tentando acessar a B3 e, com isso, captar dinheiro para reinvestimentos.

De acordo coma  autarquia, o bloco de ontem incluiu companhias tão distintas quanto a varejista on-line Privalia, a produtora de etanol de milho FS, passando pela financiadora automotiva Rodobens, a fabricante de LED Unicoba e o grupo hospitalar Mater Dei.

Essa leva vem na esteira de nada menos que 13 estreias na Bovespa até agora em 2021, em ofertas iniciais de ações (IPOs) que já movimentaram R$ 19,2 bilhões.

Operações e análise

Ainda de acordo com a autarquia, com 37 operações em análise e outras dezenas de companhias pretendendo pegar o mesmo caminho, estimuladas pelo juro básico na mínima de 2% ao ano, a previsão de especialistas é de que esse mercado supere facilmente os R$ 45,3 bilhões levantados em 27 operações do tipo no ano passado, já o pico desde o boom de 2007.

O número só não é maior porque os sonhos de tocar a campainha na estreia das ações na B3 foram interrompidos para várias outras, que desistiram dos planos quando perceberam que os investidores não estavam dispostos a pagar quanto elas desejavam por suas ações. Só em 2021, dez empresas desistiram.

  • Só clique aqui se já for investidor

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais