A construtora gaúcha Melnick Even pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

De acordo com a Reuters, o objetivo é buscar recursos no mercado de ações, numa aposta de que a taxa de juros na mínima história no país manterá o boom do crédito imobiliário.

A Melnick, que tem a Even como controladora, com 68% do capital, se apresenta como uma das maiores construtoras e incorporadoras do Rio Grande do Sul.

Informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que haverá oferta de ações primárias, ou ações novas, cujos recursos vão para o caixa da companhia.

Já as ações secundárias são papéis detidos por sócios. A operação será coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, XP e Safra.

O fato relevante foi divulgado nesta sexta-feira (31).

Construtora gaúcha Melnick Even pede registro para IPO
Construtora gaúcha Melnick Even pede registro para IPO

Uso do recurso

Em nota, a companhia informou que pretende usar o recurso da oferta primária para compra de terrenos, além de fortalecer a posição de caixa.

O nome do acionista vendedor na oferta secundária não foi informado no documento.

Focada em empreendimentos residenciais de alto padrão, a companhia entrou mais recentemente nos segmentos de médio e baixo padrão e comerciais.

Também atua com loteamento e construções incluindo hospitais.

Valor Geral de Vendas

A empresa tem, em valor geral de vendas (VGV), potencial de R$ 3,9 bilhões e outros R$ 7,1 bilhões em terrenos sujeitos a opção de compra.

A companhia afirma no prospecto preliminar da oferta que teve receita líquida de R$ 321,8 milhões no primeiro semestre, com Ebitda ajustado (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 51 milhões e lucro líquido de R$ 38 milhões.

Na fila do IPO

Segundo a Reuters, o pedido da Melnick amplia a fila de construtoras esperando por registro para também concluir uma oferta de ações, após a taxa básica de juros no país ter caído a 2,25% ao ano, com o Banco Central tentando ajudar a combater a crise do Coid-19.

A Abecip afirmou na semana passada que o crédito destinado à compra e construção de imóveis avançou 28,6% no primeiro semestre, a R$ 43,35 bilhões.

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