“Com todo respeito ao Macron. Mas você já viu quantos problemas tem a França”, dispara o apresentador

O Apresentador João Kleber concedeu duas entrevistas exclusivas para o Financista Fabrizio Gueratto do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

Durante mais de 30 minutos, além de contar sobre o começo difícil de sua carreira e sua determinação que o levou até o Rio de Janeiro e não foi embora até conseguir uma oportunidade na Globo, o humorista falou de assuntos sérios e atuais que estão na pauta do Brasil e do mundo.

Quando questionado sobre como enxerga as perspectivas econômicas e políticas do país, JK não desviou da pergunta.

Brasil e Bolsonaro

“O Brasil desde que eu me conheço por gente, ouço dizer que é o país do futuro. Então eu me empolgo até a página 5. Mas eu acredito sempre no Brasil”, disse.

Durante a resposta aproveitou para falar sobre privatizações e a crise nos países europeus quando morou no velho mundo. “Portugal era um país com muito serviço público e depois começou a privatizar. E tinha que privatizar. Era um país muito paternalista, com muitos funcionários públicos”.

Sobre as privatizações no Brasil anunciadas por Bolsonaro João Kleber acredita que será bom. “O Fernando Henrique privatizou. O Lula privatizou também. Eu sou a favor da privatização. Porque é o seguinte: eu sempre fui um cara que lutou a vida inteira pelo meu trabalho. Eu nunca dependi nem de pai, nem de mãe, nem de A, nem de B, nem de C. Uma empresa privada jamais vai deixar que um funcionário faça lambança, porque na primeira ele dança”.

Amazônia

Em relação as queimadas na Amazônia e o embate entre Emanuel Macron e Bolsonaro, João Kleber disse que o presidente da França joga para a torcida e deveria se preocupar com os muitos problemas que o país dele tem.

“Com todo respeito ao Macron. Você já viu quantos problemas tem a França? Terrorismo, assalto a mão armada tanto ou igual ao Brasil. Uma vez uma atriz brasileira, a Ruth Escobar, ela foi esfaqueada na porta de um hotel em Paris. Paris é uma cidade violenta, também. Agora, quer jogar para a torcida? Tudo bem, joga para a torcida. Agora, quer entrar no barco, entra no barco. Eu não sou nem a favor da direita, da esquerda, nem do centro, nem de nada. Eu uso o bom senso. Eu só fico ouvindo e vendo e tentando ajudar como cidadão”, ressaltou.

Ainda brincou com as diversas manifestações de artistas pelo mundo. “Agora só falta dizer que os problemas das enchentes são por causa do mar que vem da Bolívia, aliás a Bolívia é o único lugar do mundo que tem Ministério da Marinha, sem ter mar”.

Artistas

O apresentador não deixou também de criticar alguns artistas que se aproveitam da situação para ganhar ibope. “Eu lhe faço uma pergunta, Fabrizio. Eu não vou citar nome de artista, mas artista em geral, do Brasil, principalmente. Eles se preocupam tanto com a ecologia, mas eles fazem a reciclagem do lixo da casa deles? Certinho, mesmo? Falar da boca para fora, para jogar para a torcida… É igual jogador de futebol. Ele joga em um time X. Aí o cara dá uma pegada de raspão e ele se joga, xinga. Aí nota-se que não foi nada e manda o jogo seguir… Então ele está fazendo aquilo para jogar a torcida contra o juiz. Então, tem gente que fala sem base. Outros falam com consciência do que está falando”, disparou.

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