O economista Telêmaco Genovesi, da Uncaflow, aborda esta semana acerca das eleições recentes nos Estados Unidos, cujos efeitos elevaram a performance das Bolsas norte-americanas. Confira o raio-x do pleito estadunidense pelo especialista:

Eleição, bolsa e bolso

Após as eleições americanas do último dia 3 de Novembro, o mercado financeiro, mais precisamente as bolsas americanas, não param de bater recorde de pontos. Isso mesmo sem termos oficialmente um vencedor, ou melhor, não termos um perdedor admitindo sua derrota. Mas, por que a vitória de um democrata fez com que as bolsas subissem tanto?

Primeiramente, temos o velho ditado do mercado “sobe no boato e cai no fato”. Acontece que, nesse caso, o boato era desfavorável às bolsas (uma vitória de um Democrata), então consideremos essa máxima ao contrário.

NYSE

EUA: passou batido

Mas a verdade mesmo é que pouca gente antes das eleições se atentou que Trump reduziu o imposto sobre lucro das empresas de 35% para 21%, ou seja, as empresas tiveram seus estímulos reduzidos para reinvestir seus lucros no próprio negócio.

Para quem não sabe, as empresas nos Estados Unidos só pagam esse imposto se pagarem dividendos. Se você reinvestir na própria empresa, não há esse imposto.

Pois bem, Biden tem como plataforma de campanha aumentar essa alíquota para 28%, o que incentiva as empresas a não pagarem tanto dividendo e reinvestirem os lucros no próprio negócio.

Parece ambíguo, mas não é. Fora isso, com os Democratas como maioria no Congresso e Senado (esse último ainda não confirmado), historicamente é o partido que mais aprova e sugere incentivos ao mercado de maneira geral.

EUA: situação vexatória

Não vou entrar na questão política e na situação de Donald Trump, que está causando uma situação vexatória ao partido Republicano e para si mesmo ao não reconhecer a derrota nas eleições. Assim, ele deve sair pela porta dos fundos da Casa Branca.

Trump perde uma chance grande de sair “mais bonito” e voltar a tocar seu conglomerado empresarial, sendo sempre visto como um ex-presidente e sempre influente no partido Republicano.

O que ele consegue com isso é perder apoio mesmo dentro do seu partido. Mas só o tempo dirá quem estava correto: Trump ou as urnas!  

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