A Rede D’Or pretende abrir o seu capital em dezembro, próxima janela para ofertas públicas iniciais (IPOs), e levantar entre R$ 7,5 bilhões a R$ 10 bilhões em sua oferta primária.

Segundo o Valor Econômico, o maior grupo hospitalar do país faz seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o primeiro passo formal para um dos IPOs mais esperados pelo mercado e que pode precificar a Rede D’Or em cerca de R$ 100 bilhões.

Rede D'or

Oferta secundária

Conforme o jornal, em novembro haverá a definição sobre a oferta secundária e acionistas que podem reduzir suas participações.

A controladora da Rede D’Or é a família Moll, com uma participação de 59%, e a outra fatia está distribuída com a gestora de private equity Carlyle e o fundo soberano de Cingapura (GIC).

A rede

A Rede D’Or será o primeiro grupo hospitalar brasileiro com ações negociadas em bolsa. Na área da saúde, hoje são listadas as operadoras Hapvida, NotreDame Intermédica e SulAmérica, a operadora dental OdontoPrev, os laboratórios Alliar, Dasa, Fleury e Hermes Pardini, além da administradora Qualicorp.

Investidores

Ainda de acordo com o jornal, a ideia é apresentar aos investidores os resultados do acumulado dos nove primeiros meses deste ano – período em que a receita dos hospitais já apresenta melhora por conta da retomada de procedimentos médicos.

No acumulado até setembro, a Rede D’Or apurou uma receita líquida de quase R$ 10 bilhões.

Com os recursos da oferta primária, a Rede D’Or vai acelerar ainda mais sua expansão. Antes do IPO, o grupo hospitalar já tinha a meta de investir R$ 8 bilhões em crescimento orgânico até 2028.

Atualmente, a rede conta com cerca de 50 hospitais distribuídos em Estados como São Paulo Rio, Brasília, Pernambuco, entre outros.

Aquisições

Do ano passado para cá, a companhia fechou importantes aquisições em praças onde ainda não estava presente como o Hospital Esperança, na Bahia, o Hospital São Carlos, em Fortaleza, a maternidade carioca Perinatal e o Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Juntos, esses ativos, demandaram investimentos de mais de R$ 2 bilhões.

Além disso, no ano passado, o grupo hospitalar tornou-se o principal acionista da Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão do país, e vem diversificando seus negócios, com investimentos em clínicas de oncologia, banco de sangue, rede de medicina diagnóstica e empresa de diálise.

Também fez parcerias com seguradoras de saúde como Bradesco Saúde e SulAmérica na formatação de convênios médicos em que os hospitais credenciados são todos da Rede D’Or, criando dessa forma um plano de saúde mais em conta e concorrendo, ao mesmo tempo, com as operadoras verticalizadas.

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