Privatização: Guedes aguarda leilões concorridos para Correios e Eletrobras

Durante o Fórum de Investimentos, o ministro da economia também defendeu a vacinação rápida para que a população possam voltar a trabalhar em segurança

Paulo Guedes, atual ministro da economia, afirmou que espera “leilões bastante concorridos” na corrida da privatização dos Correios e Eletrobras (ELET3).

A fala foi durante o Fórum de Investimentos Brasil 2021 (BIF), evento internacional, organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

Guedes disse que o programa de privatização brasileiro foi restabelecido. “Antes, vendíamos subsidiárias, agora, estamos vendendo Correios e Eletrobras. Esperamos sucesso garantido com privatizações de Correios e Eletrobras, como ocorreu com a Vale (VALE3)”, declarou.

Retomada da atividade no Brasil

Do mesmo modo, o ministro comentou sobre a pandemia e a vacinação. De acordo com Guedes, a imunização através da vacinação é a principal estratégia para a retomada de atividades no país.

“A vacinação em massa é a principal política econômica que podemos fazer agora. E de Saúde também”, afirmou Guedes.

Em suma, o ministro defendeu a vacinação dos brasileiros para que seja possível retomar com segurança ao mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também declarou no BIF que até o fim de 2021 toda a população estará vacinada.

Privatização: Guedes aguarda leilões disputados para Correios e Eletrobras

Plano de privatização

O governo de Bolsonaro (sem partido) quer acelerar as privatizações até o próximo ano. Portanto, o objetivo é vender onze instituições federais, incluindo os Correios e a Eletrobras.

Em caso do sucesso do plano de privatização, haverá uma redução em torno de 28%  de estatais federais, passando de 46 para 33 empresas. As principais instituições a serem privatizadas são a Eletrobras e os Correios.

Para a Eletrobras será feito emissões de novas ações ordinárias com o propósito de aumentar o capital. Portanto, com a emissão desses novos papéis, a União, que hoje é a maior acionista, com 60% das ações, vai reduzir suas ações para menos de 50%.

Por outro lado, com os Correios, a mudança será que o governo enviará um projeto de lei que acabará com o monopólio da União no setor postal. O texto vai conceder que agentes privados atuem na área, desde que mantida a eficiência do serviço. O projeto de lei vai trazer os princípios gerais do setor, assim como,  determinar que a Anatel faça sua fiscalização.

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