A Planner Corretora atualizou sua carteira recomendada de ações e dividendos para o mês de outubro.

Conforme o relatório, a carteira de ações desvalorizou 5,21% em setembro, ante queda de 4,80% do Ibovespa.

Assim, a gestora manteve em sua carteira de ações BR Properties (BRPR3), C&A (CEAB3), Engie (EGIE3), Itaú Unibanco (ITUB4), BR Distribuidora (BRDT3) e Via Varejo (VVAR3).

Quanto as atualizações, entraram Copasa MG (CSMG3), EcoRodovias (ECOR3), Trisul (TRIS3) e Telefônica Brasil (VIVT4) no lugar de Direcional Engenharia (DIRR3), Movida Participações (MOVI3), Sanepar (SAPR11) e Grupo Ultra (UGPA3).

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Noticiário repetitivo

Para a Planner, o mês de setembro confirmou expectativa para a bolsa, com predominância de um noticiário repetitivo, tanto do lado doméstico quanto no exterior, e sem sinalização de um avanço satisfatório nas negociações em jogo.

No Brasil, a pauta política se arrasta à medida que as propostas apresentadas pelo governo não conseguem avançar para irem ao plenário.

O grande obstáculo está na condição de fragilidade do governo para promover um ajuste fiscal consistente na economia brasileira.

Enquanto isso não acontece, a bolsa vai refletindo a aversão de investidores ao mercado, o que pode ser observado no comportamento de estrangeiros nos últimos meses.

Os indicadores macroeconômicos que vinham mostrando conforto em meses passados já começam a pressionar, com inflação e juros em elevação e um dólar em patamar preocupante e sem uma expectativa de queda no curto prazo.

Exterior

No exterior, embora os componentes da crise sejam outros, o impacto da pandemia na zona do euro e nos Estados Unidos segue desafiando a tentativa de retorno às atividades normais, com uma segunda onda de contaminação chamando a atenção em diversos países.

Em síntese, a descoberta de uma ou mais vacinas para a Covid-19 passou a ser o alvo principal, que deverá causar um efeito altamente positivo no humor dos mercados quando efetivamente se iniciar a aplicação do medicamento em massa.

Contudo, há ainda um ceticismo se isso acontecerá ainda neste ano, e enquanto não acontece, as economias tentam se arrumar dentro do possível.

O primeiro debate realizado dia 29 entre o presidente Trump e o candidato democrata Joe Biden, mostrou que a disputa presidencial, o impasse para novos incentivos à economia e a pandemia, ainda continuarão afetando os mercados.

A expectativa de mudança no rumo das bolsas concentra no inicio da safra de resultados corporativos do terceiro trimestre, que deverão mostrar números em franca recuperação.

“Neste contexto seguimos com uma carteira mais defensiva para outubro”, disseram, em menção à carteira recomendada de ações.

Dividendos

Já a carteira de dividendos da Planner desvalorizou 5,81% em setembro, ante queda de 4,63% do Índice de Dividendos.

A gestora preferiu manter na carteira a Direcional Engenharia (DIRR3), mas substituiu Ferbasa (FESA4), Banco do Brasil (BBAS3), CopasaMG (CSMG3) e Telefônica Brasil (VIVT4) por Grupo CCR (CCRO3), Hypera (HYPE3), Porto Seguro Seguros (PSSA3) e Taesa (TAEE11).

https://youtu.be/vBZFrbkEVXc
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