As ações do IRB Brasil RE (IRBR3) disparavam cerca de 7% nesta segunda-feira (28) após dados mensais que mostraram prejuízo de R$ 23,8 milhões em outubro, mas lucro líquido de R$ 110,3 milhões se excluídos efeitos não recorrentes.

Segundo a Reuters, por volta das 11h10, os papéis valorizavam-se 6,77%, a R$ 7,73, capitaneando as altas do Ibovespa, que subia 0,62%. No ano, porém, as ações ainda perdem 78%, apresentando o pior desempenho do Ibovespa, que sobe quase 9% no período.

“Os impactos materiais de efeitos one-offs (que ocorrem uma vez) ocorreram devido a um maior provisionamento da carteira de vida internacional”, afirmou a resseguradora, citando ainda que em outubro foi feita a transferência de portfólio de sinistros do segmento rural.

IRB (IRBR3) reporta prejuízo de R$ 685 mi no segundo trimestre

Faturamento bruto

O faturamento bruto (prêmio emitido) somou R$ 692,9 milhões em outubro, aumento de 17,9% frente ao mesmo mês de 2019, sendo R$ 370 milhões no Brasil (+18,2%) e R$ 322,9 milhões no exterior (+17,7%), de acordo com dados não auditados divulgados no último dia 24.

O índice de sinistralidade ficou em 82,1% em outubro, ou 59,4% quando excluídos efeitos extraordinários. A despesa de sinistro foi de R$ 347,5 milhões, principalmente, em função do maior provisionamento da carteira de vida, no montante de R$ 159,3 milhões.

“Por enquanto, é muito cedo para ter uma visão mais clara do quarto trimestre de 2020. Porém, embora esperemos um resultado ainda fraco, os números de outubro sinalizam uma recuperação sequencial em relação ao terceiro trimestre”, afirmou o analista Luis F. Azevedo, da Safra Corretora.

3º tri

No terceiro trimestre, o IRB teve prejuízo líquido de R$ 229,8 milhões.

Mais cedo nesta segunda-feira, o IRB Brasil RE adiou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor total atualizado de R$ 28 milhões, que estava previsto para o dia 29 de dezembro. A empresa não informou uma nova data para o mesmo em comunicado ao mercado.

De acordo com a resseguradora, o pagamento foi postergado até que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) certifique formalmente o cumprimento dos índices regulatórios exigidos no Plano de Regularização de Liquidez (PRL) apresentado pela companhia e aprovado pela autarquia.

Ainda conforme o IRB, apesar das medidas para sanar as insuficiências regulatórias da empresa, a certificação formal da sua regularização só poderá ser apurada após a publicação do balanço financeiro deste ano.

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