Com alta histórica da taxa Selic, como ficam os investimentos em renda fixa?

Nesse cenário, mesmo com a enorme alta, esses investimentos continuam em desvantagem quando a inflação é colocada em cena

De acordo com as expectativas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) a 5,25% na última quarta-feira (4). O aumento foi de 1 ponto percentual, chegando a maior alta desde 2003.

A nova mudança impacta em aplicações financeiras que alteram-se de forma completamente ligada à Selic. Algumas dessas aplicações são: a poupança, títulos do Tesouro Direto e fundos de renda fixa.

Nesse cenário, mesmo com a enorme alta, esses investimentos continuam em desvantagem quando a inflação (8,35% no acumulado de 12 meses) é colocada em cena.

Inflação é o maior problema da renda fixa

De acordo com cálculos realizados por especialistas, tanto a poupança, Tesouro Selic e CDBs (Certificados de Depósito Bancário) continuam perdendo para a inflação.

No entanto, vale lembrar que uma carteira de investimentos equilibrada não se resume à rentabilidade. É necessário levar em consideração a liquidez do investimento, ou seja, aplicações nas quais são fáceis e rápidas para solicitar o resgate do dinheiro.

“Ainda que a inflação esteja mais alta que a taxa de juros, a renda fixa ajuda a proteger uma parte do patrimônio. Se não colocasse em aplicação alguma, a perda para a inflação seria ainda maior”, afirma Paula Sauer, doutora em planejamento financeiro.

Com alta histórica da taxa Selic, como ficam os investimentos em renda fixa?
Ilustração investimento em renda fixa com alta da Selic

Tesouro Selic para longo prazo

Em suma, o Tesouro Selic se apresenta como uma opção viável de investimento para aqueles que são mais conservadores. Dessa forma, o investimento paga 100% da taxa Selic, mais 0,194% ao ano.

Porém, o investidor precisa prestar atenção ao investir nesse tipo de renda fixa, pois ao resgatar os recursos antes do prazo pode haver perda de dinheiro, assim como pagamento de taxas.

CDBs para curto prazo

Assim como acontece com o Tesouro Direto para o longo prazo, acontece com os investimentos em CDBs para prazos mais curtos. Isso porque, assim como a poupança, esse tipo de investimento é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

No entanto, na poupança o rendimento só acontece na data de aniversário da conta. Já com os CDBs, a rentabilidade é recalculada diariamente.

Mas, vale ressaltar que é necessário se atentar. No caso da poupança, o rendimento é o mesmo em qualquer instituição financeira, já o CDBs apresentam variações de acordo com o banco em que estiver investido.

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