Black Friday sem descontos? Veja como o dólar nas alturas irá impactar a data

Com o dia de descontos se aproximando, o setor privado acendeu sinal de alerta

Tendo em vista a proximidade da Black Friday, data que oferece descontos imperdíveis aos consumidores, o comércio está em conflito. Afinal, no cenário de crise em que estamos vivendo, este será um evento esperado para a retomada de grandes descontos.

No entanto, com a nova disparada da cotação do dólar, que atingiu esta semana a marca de R$5,68, o setor precisa ficar em alerta. Isso porque a alta do dólar, consequentemente, aumenta os custos dos produtos. Nesse sentido, acaba prejudicando ambos os lados.

Além disso, os consumidores estão com seu poder de compra enfraquecido em razão da hiperinflação que o país vem enfrentando.

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Por que isso acontece?

O planejamento das empresas que possuem dívidas em dólar, ou que dependem de insumos cotados na moeda norte-americana, se sentem comprometidas devido às incertezas da cotação.

Da mesma maneira, a importação também se encontra prejudicada neste cenário. Isso porque pessoas que revendem produtos importados precisam agir com cautela para não repassar todo o aumento do câmbio para o consumidor.

De acordo com o diretor institucional da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luiz Augusto Ildefonso, uma boa parcela dos lojistas se encontra com o estoque limitado para a Black Friday. Acima de tudo, o setor de eletroeletrônicos, porque a maioria dos produtos são importados.

Para o diretor, na Black Friday, o público pode encontrar o que não gostaria devido à cotação do câmbio. Ainda alerta que, para alguns empreendedores, não vale a pena carregar as lojas com dólar assim. Afinal, não há a possibilidade de repassar tudo ao consumidor.

Black Friday sem descontos? Veja como o dólar nas alturas irá impactar a data
Ilustração de compras na Black Friday

Dicas para o consumidor

Mesmo com o cenário econômico altamente prejudicado, ainda existem consumidores que gostariam de aproveitar a Black Friday.

A especialista Renata Abalém, advogada cível e presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB-GO, recomenda que os consumidores realizem uma pesquisa antecipada.

“A compra tem que ser estudada. Se a pessoa quer, por exemplo, um eletrodoméstico, precisa escolher a marca, modelo e características e acompanhar os preços do produto por um tempo”, destaca ela.

“Este ano, outra preocupação que o consumidor deve ter é com a inflação. Paralelamente, algumas lojas estão com estoque velho e precisam distribuir essas mercadorias. O consumidor pode analisar essas opções e fazer um bom negócio”, finaliza.

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