O Nubank anunciou ontem (5) que estuda acabar com o rotativo do seu cartão de crédito roxinho.

Há 11 meses, um time interno de 20 pessoas, batizado de “Reinventando o Cartão de Crédito”, está realizando testes com seus clientes para avaliar como reduzir os juros do rotativo do cartão.

E após os resultados preliminares, o Nubank espera poder acabar com o rotativo no ano que vem.

Nubank rende até 118% do CDI; fintech tem três alternativas de investimento

30 milhões

Entre os 30 milhões de clientes do banco digital, apenas 3% usam o crédito rotativo no mês. “Hoje boa parte dos nossos clientes do cartão de crédito paga sua fatura em dia. Criamos um modelo de negócios baseado em transações realizadas, e não na cobrança de juros e sempre demos preferência aos clientes que pagam em dia”, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank. “Ainda assim, entendemos que é possível melhorar a experiência dos nossos usuários por meio de uma nova dinâmica do cartão de crédito”, completou.

Ao eliminar o rotativo, o Nubank pretende deixar mais claro que há outras opções com juros menores e que se encaixam melhor com as necessidades do cliente no momento, como a contratação de um empréstimo pessoal ou do parcelamento do valor integral da fatura.

Testes

Os testes apontaram que o cliente não percebe que, ao usar o rotativo, ele está contratando um produto que nem sempre é a melhor opção. E como é um processo sem fricção, acaba sendo feito de forma involuntária.

Em vez de entrarem no rotativo, com taxas juros tradicionalmente elevadas, os clientes vão poder pagar as  faturas parceladas ou contratar empréstimo pessoal — ambos com taxas muito menores.

Na prática

Na prática, significa que se o cliente não puder pagar o valor total da fatura, terá a opção de pagar o valor mínimo e dividir o restante em até 12 parcelas; ou então adquirir um empréstimo pessoal com maior número de parcelas.

E sempre que desejar o cliente pode antecipar parcelas ganhando desconto proporcional nos juros. Assim, os consumidores terão mais controle financeiro em suas mãos.

O anúncio

O anúncio da medida no mesmo dia em que começam os registros das chaves do Pix não é por acaso, segundo a cofundadora do Nubank.

“O Pix representa o começo do fim das tarifas no setor financeiro. Consideramos uma vitória para a bandeira que sempre defendemos de gratuidade e inclusão financeira. Agora, vamos nos dedicar a forçar outra tendência no mercado: a redução dos juros”, afirmou Cristina Junqueira. “Estamos insatisfeitos com a taxa que cobramos hoje e desde o primeiro dia buscamos criar uma alternativa melhor. Chegou o momento. Nosso novo modelo de cartão, sem a opção de rotativo, mais o contexto de Open Banking, que deve ser implantado no ano que vem, podem estabelecer um novo patamar de juros”.

Compartilhe

Categorias do artigo

  • Relacionados: