O C6 Bank lançou seu marketplace em um movimento que visa ampliar o leque de serviços para atrair e reter clientes em um mercado cada vez mais disputado.

Trata-se de uma plataforma de vendas online com produtos de terceiros dentro do aplicativo.

As transações via cartão de crédito ou débito permitirão alcançar mais consumidores. Desde o lançamento da plataforma, em novembro de 2019, essa operação acontecia exclusivamente via troca de pontos do programa de fidelidade da instituição financeira pelos clientes.

C6 Bank

C6 Bank: estratégia

Segundo o Estadão, a estratégia do C6 pretende fazer dinheiro com a “recorrência”, isto é, aproveitar as várias visitas dos usuários ao aplicativo para oferecer mais produtos e serviços.

O cliente de banco entra, em média, 21 dias por mês no app para consultar saldo, fazer pagamentos e transferências.

head de Produtos e Pessoa Física do C6S, Maxnaun Gutierrez disse ao jornal que a ideia é usar essa recorrência na ‘loja’ (o aplicativo) para oferecer mais produtos.

C6 Bank: 40 mil itens

O marketplace do banco digital tem 40 mil itens cadastrados nos segmentos de vestuário, eletrônicos, pet shop, livros e games, por meio de parcerias como com o Magalu. Nos próximos meses, quer integrar também supermercados e farmácias.

O fenômeno tem sido comum entre os bancos digitais, assim como nos aplicativos de pedido de comida e contas de celular, entre outros.

Banco Inter

O Banco Inter, que no mês passado recebeu aporte de R$ 1,2 bilhão, quer usar metade dos recursos para aquisições e vê o segmento de marketplace como uma das prioridades.

Fintechs como o Guiabolso, que surgiu como um aplicativo de organização de finanças pessoais, também já tem o seu shopping virtual, especializado em produtos financeiros: empréstimo pessoal, cartão de crédito, investimentos e seguros.

Nubank

Conforme o jornal, tem gente grande, contudo, que não pensa em entrar nesse mercado. Maior fintech do Brasil, o Nubank não tem planos de ter um marketplace.

A plataforma entende que ainda não consegue fazer tudo, segundo Cristina Junqueira, cofundadora da instituição.

“Se acharmos alguém que faz bem feito e os clientes gostam, podemos fazer uma parceria e oferecer um produto novo no aplicativo, em vez de desenvolver algo que nos tomaria três ou quatro anos”, afirma.

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