A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, poderá aderir ao home office definitivamente, segundo o CEO da empresa, Larry Fink.

Segundo a CNBC, ele disse que a companhia “jamais estará 100% de volta ao escritório”. E acrescentou que “talvez 60% ou 70%, uma rotação de pessoas, mas não acredito que algum dia teremos um quadro completo, você sabe, de pessoas no cargo.”

Para ele, será “uma nova força de trabalho, um novo paradigma. Mas acredito que será um paradigma melhor para a empresa”, frisou.

A gestora administra, atualmente, mais de US$ 7,4 trilhões em ativos sob gestão.

BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, pode aderir ao home office definitivamente

Pandemia

A fala do executivo diz respeito às medidas de contenção do nnovo coronaavírus, dentre as quais, a quarentena, ou lockdown, com fechamento de empresas e indústrias.

Para não parar as atividades por completo, quem pôde investiu no home office, principalmente funcionários dos departamentos administrativos.

Fink considerou a compreensão de que se pode trabalhar de casa como “uma das grandes descobertas humanísticas”.

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Culturas

Entretanto, ele elencou que “as culturas não foram feitas para ser feitas de forma remota, e a cultura é o que nos une e nos une como organização”.

Sobre isto, ele disse ainda não saber se a BlackRock está se saindo bem em termos culturais. “Operacionalmente, fizemos coisas fantásticas”, destacou.

Fink observou os pesados ​​investimentos da empresa em tecnologia para auxiliar nas operações de trabalho em casa.

“Por meio da tecnologia, temos operado muito bem, com muita eficiência. Mas estou realmente preocupado com toda essa ideia de cultura. Por quanto tempo você consegue manter essa cultura unida?”, se questionou.

30%

Na semana passada, cerca de 30% dos principais executivos da empresa estavam de volta ao escritório.

Fink disse que a partir da próxima semana ele estará de volta ao escritório com mais regularidade. “Pelo menos três dias por semana.”

Ao pensar em trazer os funcionários de volta ao escritório, uma das principais considerações é garantir que homens e mulheres possam retornar em medidas iguais.

Isso é prioridade enquanto as crianças permanecem em casa, já que as mulheres costumam ser as principais cuidadoras.

“Não acredito que seremos a mesma empresa operacional que éramos antes da Covid”, observou ele, acrescentando que acredita que a empresa será uma “empresa melhor” após a pandemia.

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