Dois novos pedidos de ofertas públicas iniciais de ações (IPO, em inglês) foram protocolados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última semana: a plataforma de comércio eletrônico Privalia e a rede de saúde Mater Dei. Atualmente, 33 emissões estão sob análise do regulador.

Segundo o Valor Econômico, com sede em Belo Horizonte a Mater Dei oferece serviços hospitalares e oncológicos e tem 18% de participação de mercado dos leitos privados da capital mineira.

No fim do ano passado, a companhia tinha 1.081 leitos hospitalares distribuídos em suas três unidades. Como planos de sua expansão nacional, atualmente está em construção um novo hospital em Salvador (BA), com 367 leitos e um centro médico. A previsão para início das operações é no primeiro semestre de 2022.

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Números

Conforme o jornal, em 2020 o grupo teve lucro líquido de R$ 72,6 milhões, queda de 47,4% frente ao resultado do ano anterior, quando foi de R$ 138,1 milhões. A receita de serviços hospitalares foi de R$ 717,8 milhões, recuo de 2% na comparação anual (R$ 732,6 milhões). O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 155,3 milhões ante R$ 257,8 milhões em 2019, uma queda de 39,5%.

No prospecto preliminar apresentado à CVM, a empresa diz que possui um modelo de negócios “resiliente às situações macroeconômicas e, apesar das diversas dificuldades enfrentadas pela economia brasileira nos últimos anos, conseguiu expandir suas operações mantendo as margens Ebitda e líquidas atrativas”.

A oferta será primária e secundária. Os coordenadores da oferta são BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan e Safra.

IPO: Privalia

Já a plataforma de comércio eletrônico Privalia afirma ser o maior outlet do Brasil. O modelo, chamado de “flash sales”, baseia-se em um ecossistema que conecta marcas renomadas a consumidores, através de descontos. As ofertas incluem categorias como vestuário, calçados, decoração, pet, alimentos e bebidas.

Fundada em Barcelona em 2006, a Privalia começou suas operações no Brasil em 2008, com ofertas no segmento de moda. Em 2016, foi adquirida pela varejista francesa Ventee-Privee (atual Veepee), tornando-se uma subsidiária integral, em um movimento que incluiu a operação brasileira. Em 2020, teve prejuízo de R$ 14 milhões, revertendo o lucro de R$ 12 milhões no ano anterior. A receita líquida cresceu 25%, para R$ 926 milhões, enquanto o Ebitda avançou 28,8%, a R$ 58 milhões.

A companhia

Ainda de acordo com o periódico, a companhia pretende utilizar os recursos líquidos da oferta para aquisição de ativos de sua controladora, a Privalia VA. Em 21 de janeiro de deste ano, a Privalia Brasil celebrou com a Privalia VA acordo de transferência de propriedade intelectual.

A atual controladora irá transferir para marcas, logos e os direitos de uso e benefício do domínio www.privalia.com no Brasil, mediante o pagamento de R$ 120,371 milhões. Os recursos também serão usados no desenvolvimento do e-commerce, investimento em marketing, reforço do capital de giro e potenciais fusões e aquisições.

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