Muitos investidores se perguntam hoje o que são os criptoativos. De acordo com definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), são considerados ativos virtuais, protegidos por criptografia, presentes exclusivamente em registros digitais. Suas operações são executadas e armazenadas em uma rede de computadores.

Esses ativos surgiram com a intenção de permitir que pessoas físicas ou pessoas jurídicas efetuem pagamentos ou transferências financeiras eletrônicas diretamente a outras pessoas ou empresas, sem a necessidade da intermediação de uma instituição financeira, como os bancos. Esse propósito serviria – inclusive – para pagamentos ou transferências internacionais.

Segundo a CVM, Atualmente existem centenas de criptoativos, dentre os quais o pioneiro e mais conhecido é o Bitcoin. Cada um deles funciona baseado em um conjunto de regras próprias, definidas pelos seus criadores e desenvolvedores. Os ativos podem ser negociados através de plataformas eletrônicas, conhecidas como exchanges, ou em negociação direta entre duas partes.

Criptoativos: blockchain

Apesar do bitcoin ser o mais conhecido criptoativo, nem todos são moedas virtuais. Segundo definição do banco Modal Mais, toda criptomoeda será um criptoativo, mas o inverso não se aplica. Isso porque existem outros tipos de criptoativos, como os tokens, que utilizam a ferramento chamada de blockchain.

O blockchain, é uma tecnologia onde as transações executadas na rede são agrupadas e registradas em blocos, de maneira que cada um deles, aceito na rede se conecta ao imediatamente anterior, e assim por diante, formando uma sequência ou cadeia de blocos. Daí surgiu o nome que batizou a ferramenta eletrônica.

Volatilidade

Segundo informação do banco Modal Mais, os criptoativos são caracterizados pela alta volatilidade, o que vem acompanhado de riscos. O bitcoin, por exemplo, em 2017, obteve cotações que variaram entre cerca de US$1 mil e US$17 mil. Já em 2018, as cotações passaram a variar entre cerca de US$3 mil e US$10 mil.

Essa volatilidade pode ser percebida o comportamento do bitcoin ao longo de 2020. No mês de março, quando teve o início do quadro de incertezas internacionais, ocorrido principalmente por causa da pandemia do novo coronavírus, a criptomoeda registrou uma desvalorização de 50%, em apenas uma semana no mercado internacional.

Como investir

Para quem deseja deseja investir em criptoativos, é necessário que seja observado alguns requisitos fundamentais, como: perfil do investidor; disponibilidade de capital; objetivos; rentabilidade do ativo. Além disso, o Modal Mais recomenda que cada investidor proteja seu capital em investimentos de baixo risco, como os de renda fixa.

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