Onde investir com a alta volatilidade dos mercados?

A volatilidade é uma medida das movimentações do mercado financeiro, considerando a sua intensidade e frequência. Logo, um cenário de alta volatilidade envolve oscilações que podem ser intensas ou recorrentes — como altas e baixas nos preços dos ativos negociados na bolsa de valores, por exemplo.

Em um contexto desse tipo, é preciso saber como construir sua carteira de investimentos entendendo os riscos que a volatilidade traz, uma vez que tais riscos podem ficar mais elevados. Para isso, você deve conhecer quais são as estratégias que podem ser adotadas e como colocá-las em prática.

Para ajudá-lo a lidar com esse cenário, separei dicas para investir e gerenciar seu patrimônio em um momento de alta volatilidade. Confira!

 

Por que ocorre a volatilidade nos mercados?

Antes de entender o que fazer nesse cenário, é preciso compreender quais são as causas da volatilidade. Em geral, essa condição decorre de diferenças de percepção nos preços de mercado dos ativos, que levam à um desalinhamento no comportamento dos investidores e afetam o preço atribuído aos ativos de forma que os preços variam com alta intensidade em períodos curtos de tempo.

Em 2022, por exemplo, três fatores foram os principais responsáveis por elevar a volatilidade nas bolsas. Descubra quais são eles!

 

Pandemia de covid-19 se estendendo

Mesmo após 2 anos da declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo continuou a lidar com a emergência de saúde global. Até o começo de 2022, uma parcela significativa da população foi vacinada e muitas medidas de restrição já tinham sido suspensas.

No entanto, a China continuou adotando a política de “covid zero”. Com isso, ocorreram novos lockdowns, o que despertou o medo no mercado em relação a novas rupturas da cadeia produtiva e uma desaceleração da economia chinesa.

Além disso, a falta de transparência nas informações a respeito da evolução da doença se tornou um desafio para a análise da situação.

 

Guerra entre Rússia e Ucrânia

Em fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia e a guerra pegou os analistas de mercado de surpresa. Além disso, ocorreram ameaças de o conflito se tornar global — principalmente, devido à ação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

É esperado que conflitos geopolíticos adicionem risco ao mercado, pois eles geram incertezas. No caso dessa guerra, também ocorreram efeitos no suprimento de diversas commodities — como o petróleo, que sofreu uma disparada no preço, afetando diversos setores da economia.

 

Alta dos juros americanos

Para lidar com a pandemia, os Estados Unidos ofereceram diversos pacotes de estímulos para a economia do país. Porém, ele passou a observar um aumento significativo da inflação, que atingiu o maior valor em mais de 40 anos.

Com isso, o banco central americano — o Federal Reserve (FED) — decidiu elevar os juros em mais de uma ocasião. O aumento de juros em proporção mais acelerada do que o mercado previa também contribuiu para as incertezas sendo consideradas pelos analistas.

 

Quais são os efeitos da volatilidade?

Agora que você entende quais fatores podem explicar a alta volatilidade em 2022, é preciso entender os efeitos que ela pode causar. De maneira geral, essa situação aumenta os riscos de mercado, devido à maior imprevisibilidade.

Para entender melhor, considere uma carteira de ações com alta volatilidade. Ao mesmo tempo que os papéis podem aproveitar uma valorização, eles podem sofrer grandes quedas em pouco tempo.

Além disso, o aumento da volatilidade dificulta a análise de oportunidades, pois os preços variam mais frequentemente. Com os riscos mais elevados, pode ser mais complexo identificar onde estão as melhores opções para investir e entender se elas realmente são adequadas para a sua estratégia de longo prazo.

 

Como construir um portfólio mesmo com a volatilidade dos mercados?

Sabendo que a alta volatilidade pode ser prejudicial ao seu portfólio, é essencial descobrir como se proteger. Nesse sentido, montar uma carteira diversificada deve ser uma das suas prioridades.

Ao contar com um portfólio diversificado, você impede que os recursos fiquem concentrados nas mesmas condições do mercado. Com isso, as perdas de um investimento podem ser compensadas pelos ganhos de outro.

Na hora de fazer a diversificação, é preciso pensar tanto nas classes de ativos quanto na localização geográfica da exposição. Logo, você pode começar pensando na diversificação entre renda fixa e renda variável, por exemplo, e investir em ativos com exposição à diversas geografias. Assim, há como se expor a riscos diferentes e favorecer o potencial de ganhos.

Também vale a pena considerar investimentos alternativos, como em setores em desenvolvimento e que ainda não estão totalmente consolidados. Na prática, essa pode ser uma forma de explorar o potencial de crescimento de diversos segmentos.

Além disso, é fundamental diversificar globalmente. Com o investimento no exterior, sua carteira deixa de estar sujeita apenas às condições do cenário brasileiro. Essa é, principalmente, uma maneira de afastar o risco-Brasil de parte da sua carteira.

Ainda, focar na diversificação permite que você saiba que está fazendo o melhor pelos investimentos no longo prazo. Afinal, por meio da diversificação há como melhorar a relação de risco e retorno, sem tanta exposição aos movimentos de curto prazo. Logo, é possível ficar menos ansioso com as oscilações diárias.

 

Onde investir diante de um cenário volátil?

Agora que você sabe o que a alta volatilidade causa e como é importante diversificar a carteira, é o momento de entender como investir. Para obter a proteção do portfólio e investir de forma inteligente, é recomendado investir em ETFs — ou fundos de índice.

Esse é um veículo financeiro que replica a carteira teórica de um indicador de mercado. Como ele tem uma gestão passiva, apresenta naturalmente menos riscos. Ao mesmo tempo, o ETF permite ter um ganho equivalente ao índice de mercado no longo prazo, considerando a variação de preços de vários ativos dentro do índice.

Em termos de diversificação, ele é importante pois permite que você se exponha a ativos distintos de uma só vez. Então basta comprar as cotas do ETF ligado ao índice desejado para se expor a um portfólio completo e diversificado.

Também há como explorar o potencial da diversificação global. Um exemplo de ETF que oferece essa possibilidade é o WRLD11, da Investo.

O índice que ele replica é formado por mais de 9 mil empresas de diferentes tamanhos, setores e países. Assim, você pode se expor ao crescimento global e evita a limitação a apenas um país ou região.

Além disso, os ETFs globais, como o WRLD11, oferecem exposição cambial. Desse modo, há chances de se proteger das variações de moedas estrangeiras.

Como você acompanhou, um cenário de alta volatilidade aumenta os riscos e exige atenção para cuidar da sua carteira. Com as dicas que apresentei, você descobriu a importância da diversificação e agora sabe que os ETFs podem ajudá-lo a adotar essa estratégia.

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