“Estima-se que até o final do ano teremos uma taxa de juros em 4,75%”

Nesta quarta-feira acontece a 6ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Com um ciclo de cortes, a expectativa dos agentes financeiros é de que aconteça uma nova redução de 0,5% na taxa básica de juros brasileira. O mercado avalia que a Selic esteja no patamar de 5% até o final do ano. Com a previsão do PIB em 0,89% e a inflação em 3,45%, os cortes tem o objetivo de aquecer à economia brasileira, atraindo mais investimentos. O cenário internacional também é destaque com a reunião do Federal Reserve (Fed), que acontecerá em paralelo à reunião do Copom. O Fed tem sofrido com constantes pressões do Presidente americano, Donald Trump, que deseja cortes mais agressivos nos juros americanos, porém os eventos do final de semana podem ter mudado as expectativas.

Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura, vê os juros brasileiros abaixo dos 5% até o fim de 2019. Silveira observa que a crise nos mercados internacionais não deve afetar a política de cortes na economia brasileira. “A redução da Selic na próxima reunião deve ser, novamente, em 0,5 pontos percentuais. Estima-se que até o final do ano teremos uma taxa de juros em 4,75%. E até o fim de 2020 a taxa deve estar em 4,5%”, explica o Economista-Chefe da Nova Futura. Segundo Pedro, a capacidade ociosa e a baixa inflação são indicadores que mostram uma economia quase em estagnação, sendo estes os principais fatores para previsões mais agressivas de cortes nos juros.

Para Jefferson Laatus, Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, devemos aguardar outro corte de 0,5% na Selic, para continuar a dar mais incentivos à nossa economia. “Falamos em um corte de 0,5% agora e 0,5% na próxima reunião, fechando o ano com 5%. Até tem os exageros apontando para cortes mais agressivos, mas isso levaria o Banco Central (BC) a queimar todas as suas fixas de uma vez só. Não existe essa possibilidade”, diz.  Laatus também chama atenção para os EUA, onde os juros serão definidos nesta semana. “Temos a reunião do Fed, na qual se tem toda uma expectativa sobre o corte.  A decisão de cortar 0,25% era unânime, porém dois fatores mudaram as expectativas. O primeiro fator são os bons indicadores americanos, afastando a ideia de recessão. O segundo é o atentado que ocorreu recentemente, o que está elevando bastante o preço do petróleo, pressionando a inflação americana e levando o Banco Central americano a segurar o corte nos juros, mudando a expectativa”, finaliza Jefferson.

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