O empresário israelense Benjamin Steinmetz apresentou duas notícias-crimes contra a Vale (VALE3) em mais um capítulo do litígio envolvendo a ex-sociedade que ele manteve com a mineradora na República da Guiné.

Segundo o Valor Econômico, o primeiro pedido de investigação foi apresentado ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) em outubro para apurar práticas de crime de corrupção e de tráfico de influência de ex-executivos da Vale, e o outro na esfera estadual do MP do Rio, sobre possíveis violações da empresa, seus administradores e ex-administradores contra mercado de capitais.

Vale (VALE3): lucro líquido de US$ 995 mi no 2º tri e política de dividendos
Logo da Vale em escritório da empresa no Rio de Janeiro 07/08/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

Procuradoria

Conforme o jornal, diante do pedido a procuradora da República, Carolina Bonfadini de Sá, informou ao Valor que o MPF vai requerer a instauração de inquérito policial a fim de apurar a suposta prática de crimes de tráfico de influência e corrupção ativa em transação comercial internacional envolvendo a Vale no projeto de minério de ferro Simandou.

A mineradora brasileira pagou US$ 500 milhões em 2010, de um total de US$ 2,5 bilhões, ainda na gestão do executivo Roger Agnelli, morto em um acidente aéreo em 2016, para ser sócia (51%) do projeto da mina de Simandou, numa joint venture feita com o empresário na República africana da Guiné.

Beny Steinmetz, como é conhecido o empresário israelense, tenta reverter uma sentença da câmara arbitral de Londres do ano passado que o obrigou a ressarcir a empresa em US$ 2,2 bilhões. Steinmetz e executivos da sua empresa tiveram seus bens bloqueados. O empresário também é alvo de investigações na Suíça e Israel.

Veja VALE3 nas Bolsa:

https://youtu.be/On4ykhh2m9k
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