A Ultrapar (UGPA3) sofreu ataque cibernético dia 11 de janeiro e, por conta disso, teve suas operações parcialmente afetadas.

De acordo com o fato relevante, divulgado nesta terça-feira (12), a companhia prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos e está operando em regime de contingência.

“A Ultrapar está avaliando a extensão desse incidente e atuando para mitigar seus efeitos, empreendendo todos os esforços para normalizar suas operações, e manterá o mercado informado de qualquer informação relevante relacionada a este evento”, destacou.

Ultrapar (UGPA3) sofre ataque cibernético e tem operações parcialmente afetadas

O grupo

Grupo Ultra ou Ultrapar é uma companhia brasileira que atua nos setores de distribuição de combustíveis, por meio da Ipiranga e da Ultragaz; produção de especialidades químicas, por meio da Oxiteno; serviços de armazenagem para granéis líquidos, por meio da Ultracargo; e drogarias, por meio da Extrafarma.

Ultrapar (UGPA3) sofre ataque cibernético e tem operações parcialmente afetadas

3º tri

A pandemia ainda teve impacto no desempenho do grupo Ultra no terceiro trimestre, em particular nas vendas da distribuidora de combustíveis Ipiranga, mas o conglomerado conseguiu se recuperar do baque da crise desencadeada pela covid-19 no segundo trimestre.

De julho a setembro, a Ultrapar, holding do grupo, registrou lucro atribuível aos acionistas da companhia de R$ 265,4 milhões, com queda de 10,9% na comparação anual. Em termos consolidados, o lucro foi de R$ 277 milhões, comparável a R$ 307 milhões um ano antes.

A receita líquida da Ultrapar, que controla as empresas Ipiranga, Oxiteno, Ultragaz, Ultracargo, Extrafarma e, mais recentemente, AbasteceAí, totalizou R$ 20,76 bilhões, com queda de 11% na comparação anual e crescimento de 31% frente ao segundo trimestre, período que concentrou os reflexos negativos da pandemia.

Números

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado trimestral, porém, subiu 6% frente ao verificado um ano antes, para R$ 1,04 bilhão, beneficiado pelo melhor resultado operacional de todas as operações, com exceção da Ipiranga, que é seu maior negócio.

Em setembro, a dívida líquida da Ultrapar estava em R$ 10,79 bilhões, frente a R$ 11,09 bilhões três meses antes. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ficou em 3,1 vezes, frente a 3,2 vezes em junho.

O fluxo de caixa das operações do grupo somou R$ 828 milhões, com queda de 10% ante o terceiro trimestre de 2019 e de 5% frente ao segundo trimestre. Os investimentos caíram 34%, a R$ 313 milhões.

Venda de combustíveis da Ipiranga cai

As vendas em volume da Ipiranga, distribuidora de combustíveis da Ultrapar, recuaram 11% no terceiro trimestre, na comparação anual, para 5,53 milhões de metros cúbicos, ainda refletindo os impactos da pandemia de covid-19 no setor. Frente ao segundo trimestre, porém, houve alta de 20% no volume vendido.

O ciclo Otto (gasolina e etanol), que foi o mais afetado pela crise, seguiu pressionado e as vendas em volume caíram 17% ante o terceiro trimestre de 2019, a 2,42 milhões de metros cúbicos. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve expansão de 24%

No diesel, houve queda de 5% no volume vendido frente ao mesmo trimestre do ano passado e aumento de 16% frente ao segundo trimestre, para 3 milhões de metros cúbicos.

A receita líquida da Ipiranga totalizou R$ 16,8 bilhões no intervalo, queda de 14% ante o terceiro trimestre de 2019, diante do menor volume comercializado. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 36%.

As demais operações do grupo Ultra — Ultracargo, Ultragaz, Oxiteno e Extrafarma — mostraram que eventuais efeitos negativos da pandemia ficaram para trás e registraram bons resultados operacionais no terceiro trimestre.

Veja UGPA3 na Bolsa:
  • Só clique aqui se você já for investidor
Compartilhe

Categorias do artigo

  • Relacionados: