A Ânima Educação (ANIM3) comunicou nesta quarta-feira (4) que a Ser Educacional (SEER3) optou receber em dinheiro a multa de R$ 180 milhões referente à rescisão de acordo envolvendo os ativos da norte-americana Laureate no Brasil.

A Ânima assinou o contrato com a Laureate para compra dos ativos no começo da semana, com o acordo incluindo o pagamento pela Ânima à Ser de multa contratual devida pela Laureate – que havia negociado anteriormente a venda dos ativos para a Ser.

A companhia disse que pagará o valor nesta quarta-feira, mantendo os direitos sobre determinados ativos que foram oferecidos na negociação e que continuam sendo objeto de opção de venda pela Ânima e de compra pela Ser pelo prazo de 60 dias, prorrogáveis por no máximo 15 dias.

Ser Educacional (SEER3) compra a rede internacional de universidades Laureate

Petrobras

De maneira inesperada, a Petrobras (PETR4) também opinou sobre a compra da Linx (LINX3) pela Stone, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o Estadão, ao ser instada pelo órgão antitruste, a Petrobras buscou entender a razão do questionamento e identificou que os contratos firmados com as empresas haviam sido assinadas com a BR Distribuidora (BRDT3), que deixou de ser controlada pela estatal, após vendas de ações via oferta em Bolsa.

Mesmo assim, a Petrobras citou em documento entregue ao Cade que, para colaborar com a defesa da concorrência, foi atrás das considerações de sua ex-subsidiária integral. O documento entregue diz que quase todos os postos BR Mania utilizam a solução de automação da Linx.

A BR, assim, disse que pode haver risco em relação à priorização ou à preferência da Stone para integração dos sistemas de gestão da Linx, em detrimento de outros meios de pagamento ou a criação de barreiras de entrada de novas empresas de adquirência (maquininhas).

Apesar disso, afirmou entender que a relação entre os serviços de soluções de pagamento e software de gestão empresarial é de complementariedade. Procuradas, Linx e Stone não responderam até o momento.

CVM

Por entender que a ex-presidente Dilma Rousseff não tinha como questionar informações da diretoria da Petrobras, o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários a absolveu nesta terça-feira (3) de irregularidades na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Além disso, a CVM reconheceu a prescrição das acusações contra a petista em processo sobre o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Dilma foi representada pelo advogado Walfrido Warde Júnior, especialista em questões societárias, que preferiu não comentar as decisões.

Os conselheiros também inocentaram os ex-ministros Guido Mantega (Fazenda), Antônio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia) e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Luciano Coutinho.

Para a maioria dos julgadores, o conselho de administração da Petrobras não tinha como questionar informações sobre os projetos repassadas pela diretoria, informou o jornal Folha de S.Paulo.

Além disso, ressaltaram que os conselheiros chegaram a pedir alterações para tornar os empreendimentos mais rentáveis.

No entanto, a CVM condenou quatro ex-dirigentes da Petrobras. Isso devido À aprovação dos projetos em troca de propina e porque a estatal não reconheceu em seu balanço perdas com Abreu e Lima após o fim da parceria com a venezuelana PDVSA.

Veja SEER3 na Bolsa:

https://youtu.be/zk4fs3OHOPI
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