A petroleira francesa Total disse nesta segunda-feira (28) que fechou acordo para transferir sua participação em cinco blocos exploratórios na ambientalmente sensível Foz do Amazonas, no Brasil, à Petrobras (PETR4).

Segundo a Reuters, os ativos foram arrematados em um leilão realizado em maio de 2013 por consórcio liderado pela Total e que ainda inclui uma BP britânica, mas como empresas não conseguiram avançar até o momento com as atividades de exploração.

O Ibama rejeitou pela quarta vez em 2018 um pedido da Total por licença ambiental para exploração na bacia, que fica a 120 milhas da costa do Brasil.

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Acordo

A Petrobras disse em comunicado que entrou em acordo com a Total para assumir “uma operação e a integralidade das participações” da empresa nos blocos, que ficam a 120 milhas da costa do Amapá, em águas ultraprofundas.

“A Petrobras pode aumentar sua participação de 30% para pelo menos 50%, podendo chegar a 70%, caso a BP não manifeste interesse em incrementar a sua participação”, afirmou.

A estatal disse ainda que a concretização da negociação fica aprovada a aprovação de órgãos reguladores.

Geólogos afirmam que a área pode conter até 14 bilhões de barris de petróleo, mais que as reservas provadas do Golfo do México.

Segundo a Petrobras, a área é uma “fronteira exploratória de alto potencial”.

Ambientalistas

Mas ambientalistas tentando evitar uma exploração de petróleo na Foz do Amazonas desde que um enorme recife de corais foi descoberto nas redondezas.

A Total já havia afirmado no início de setembro que desistiria de seu papel como operadora no projeto.

A organização ambientalista Greenpeace comentou nesta segunda-feira que os recifes do rio Amazonas seriam definitivamente poupados se a BP e a Petrobras também desistissem do empreendimento.

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