Mercado Pago anuncia seguro para crimes e esquemas cometidos pelo Pix; veja como funciona

A indenização do seguro poderá cobrir valores entre R$ 5mil e R$ 10 mil

O Mercado Pago, Instituição financeira digital do Mercado Livre (MELI34), anunciou na última quarta-feira (13) um novo tipo de seguro para os seus clientes. O serviço promete proteger os usuários contra crimes realizados por coação ou roubo através do Pix.

O seguro foi criado em conjunto com a BNP Paribas Cardif, fazendo parte de um pacote que vai ser oferecido a mais de 11 milhões de clientes dos cartões do Mercado Pago.

A indenização pode chegar a até R$ 10 mil. Além disso, a mesma cobre não só furtos feitos através do Pix, mas também contra perda, roubo, óbito ou invalidez em decorrência de crimes.

Detalhes do seguro

O Mercado Pago criou dois tipos de planos para o seguro contra crimes por Pix. O primeiro tem custo mensal de R$ 3,50 e cobre perdas com indenização de até R$ 5 mil. O outro, com valor mensal de R$ 5, indeniza até R$ 10 mil em perdas.

Em suma, a grande diferença entre eles é o valor, pois os dois prometem indenizar clientes obrigados a transferir recursos sob ameaça de danos físicos. Dessa forma, o seguro vale também para saques sob coação em caixas eletrônicos e situações como o roubo de bolsa contendo o cartão, desde que os crimes sejam notificados em um determinado prazo.

“A gente tem bem mapeado o comportamento dos nossos clientes e entendemos que esse seguro pode ajudar”, afirma Tulio Oliveira, vice-presidente do Mercado Pago.

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Plataforma do Mercado Pago

Crimes aumentam em 39% após o Pix

Em suma, o Pix iniciou sua atuação em novembro do ano passado. A partir de então, criminosos utilizam o recurso para aplicar golpes com mais facilidade, chantageando a vítima e solicitando o pagamento instantâneo de grandes quantias.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no primeiro semestre deste ano, o estado registrou 206 ocorrências de sequestros relâmpagos. Isso representa um crescimento de 39% em relação a 2020.

Por outro lado, vale ressaltar que não haviam tantas ocorrências de sequestros relâmpagos nos últimos anos até a implementação do PIX.

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