Geadas e frio intenso podem afetar os preços dos alimentos, elevando a inflação do mês de agosto

As geadas podem acabar arruinando as plantações, afetando o preço dos alimentos

Com  previsão do tempo para geadas chegando à mínima de 3° graus célsius em São Paulo, somado aos registros de queda de neve nas cidades do sul, como em Curitiba, ameaçam a inflação do país. 

Dessa forma, o inverno intenso no sul e sudeste do país deve encarecer os preços de alimentos naturais, pelo menos, no curto prazo.

De acordo com alguns especialistas, o pico deste impacto pode afetar os resultados do próximo mês, uma vez que a previsão é que o  IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15) aumente em 1%. Além disso, vale lembrar que, em julho, o aumento foi de 0,47%.

Análise da XP

A XP Investimentos declarou acreditar que as geadas desta semana podem aumentar 1% da inflação de 2021. Dessa forma, a corretora afirma que o clima tem potencial de elevar o IPCA em 7,0% este ano.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (29), a XP estima uma inflação de 6,7% em 2021. Portanto, com uma possível nova onda de geada, assim como, preços mais altos nas proteínas animais, tudo indica que o cenário pode ter alta de 7,3% nos valores de alimentos consumidos a domicílio.

“As culturas mais impactadas com a queda na temperatura são o café, as hortaliças e as frutas. Com a diminuição da oferta, os preços tendem a subir e esse repasse costuma ser rápido”, afirmou a XP em nota.

Geadas e frio intenso podem afetar os preços dos alimentos, elevando a inflação do mês de agosto
Cidade coberta de neve no sul do Brasil

Cadê a chuva?

O relatório da XP também enfatizou que o frio intenso acabou agravando um cenário que já estava ruim.

Com a falta de chuvas, que implicou no aumento das contas de energia e uma crise hídrica no país, as geadas atingem agora o agricultor, uma vez que a estiagem severa atinge fortemente os preços de grãos, cana de açúcar, café e cítricos.

De acordo com a corretora, o reajuste de 52% pela Aneel nas contas de energia e a bandeira vermelha, não vão ser suficientes para fugir da crise hídrica.

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