As debêntures incentivadas captaram em setembro R$ 2,9 bilhões. Esse volume, no entanto, já supera como enviada de 2017, até então o terceiro ano de maior volume de emissão, na casa de 84,9%.

As informações estão presentes na 82ª edição do Boletim de Debêntures Incentivadas, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. “Isso confirma o início de um movimento gradual de recuperação do volume de dados”, informa o ministério.

Segundo o Valor Data, o prazo médio das chamadas vem tendência de alta desde 2016, atingindo 12,3 anos no período de janeiro a setembro de 2020.

Em igual período, a remuneração média das debêntures foi do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) + 5, 6% ao ano, superior à média verificada em 2019, de IPCA + 4,7% ao ano, e inferior à média calculada de IPCA + 6,6% em 2018.

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Mercado secundário

As debêntures incentivadas de infraestrutura continuam no mercado secundário liquidez superior ao das debêntures não incentivadas. Em setembro último, apresentaram giro de 3,5% do estoque contra 3,4% das debêntures não incentivadas.

Entre as distribuições realizadas por meio de Oferta Pública (Instrução CVM nº 400/2003) e Oferta Restrita (Instrução CVM nº 476/2009), a participação dos investidores pessoas físicas alcançou o montante de R $ 28,9 bilhões até setembro de 2020, correspondendo a 30% das debêntures incentivadas de infraestrutura distribuídas desde 2012, cujo total acumulado alcançou o volume financeiro de R $ 97,5 bilhões.

Ministério

Segundo informações divulgadas pelo ministério da Economia, o total do Capex (Capital Expenditure – quantidade de capital das empresas destinado a investimentos em bens de capital), dos projetos já autorizados pelas portarias desde 2012, remonta ao valor de R $ 542,9 bilhões, sendo que, desse montante, R $ 332,2 bilhões estão vinculados às transmitidas de debêntures de infraestrutura.

Existe, portanto, potencial de emissão de debêntures sem valor de R $ 210,7 bilhões, correspondente a 653 portarias de projetos de infraestrutura já estava, distribuído setorialmente da seguinte forma: Energia (74%), Transporte / Logística (21%), Saneamento e Mobilidade Urbana (4%) e Telecomunicações (1%).

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