O BTG Pactual fechou a aquisição de 100% da Necton Corretora por R$ 350 milhões. O negócio é mais um exemplo do momento de efervescência do mercado para o investidor de varejo no Brasil.

Segundo a Exame, a aquisição reforça a musculatura do BTG Digital, uma operação para o investidor de varejo do BTG (da mesma holding que controla a EXAME). A Necton conta com mais de 40 mil clientes e mais de R$ 14 bilhões em ativos sob custódia. O BTG tinha 120 bilhões em ativos sob custódia em agosto, segundo dados da Anbima, uma associação das entidades do mercado.

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BTG+

Há um mês, o banco anunciou o lançamento do BTG +, um banco digital de varejo com serviço completo para pessoas físicas; e o BTG + Business, dedicado à oferta de produtos e serviços para pequenas e médias empresas (PMEs). O objetivo é oferecer um serviço completo para o cliente, de modo que ele faça uso recorrente e diversificado dos produtos e dos serviços do universo BTG.

A Necton nasceu há dois anos, fruto da fusão de duas corretoras tradicionais, a Spinelli e a Concórdia. Entre os principais acionistas estão Nelson Spinelli, que emprestava o sobrenome à antiga casa, e Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento e da família que era dona da Concórdia e da antiga Sadia, hoje dentro da gigante de alimentos BRF.

Sócios

Outros sócios da Necton estão na linha de frente dos negócios: o executivo-chefe (CEO) Marcos Maluf e o executivo-chefe de Operações, Rafael Giovani, além do economista-chefe, André Perfeito.

A aquisição da Necton pelo BTG é o mais recente exemplo de um movimento de consolidação do mercado para o investidor de varejo, em linhas com duas mudanças ocorrências: os menores taxas de juros básicos da história do país, que tiram a atratividade da renda fixa, e o avanço da digitalização, que simplifica e acelera o acesso a informações e as ferramentas de investimento, como as plataformas abertas com produtos de todo o mercado.

Números

Para ficar em três exemplos recentes: a bolsa superou a marca de 3 milhões de investidores física, fundos imobiliários atraem mais de 1 milhão de investidores, ea indústria de fundos de investimento teve a maior captação líquida da pessoa história no terceiro trimestre, com 189 bilhões de reais em ingresso líquido.

Dentro desse contexto, há um mês, o Nubank acertou a compra da Easynvest, então a maior corretora independente do país. Em junho, um modalmais havia acertado de acordo com o banco Credit Suisse para venda de até 35% do seu capital; no mês seguinte, foi uma vez de a fintech Neon Pagamentos adquirir uma corretora Magliano Invest. Em comum a todos, o objetivo de ampliar a oferta integrada de serviços.

No evento de lançamento do BTG + no mês passado, o CEO do BTG, Roberto Sallouti , revelou o potencial que se enxerga para a unidade de varejo digital. Segundo ele, o BTG Digital tem participação participação para o banco a cada trimestre, seja nas receitas, no número de funcionários ou no resultado. E disse que a unidade pode responder por 50% das receitas e do resultado do banco em um prazo de cinco anos.

Veja BPAC11 na Bolsa:

https://youtu.be/kU__5T4Fo60
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