Bolsas globais abrem o dia em queda, pressionadas por movimento no exterior

As Bolsas globais abrem a sexta-feira (12) em queda, pressionadas por mais uma rodada de aumento no rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA.

Enquanto isso, no Brasil a Câmara concluiu no início da madrugada a aprovação em segundo turno da PEC Emergencial, que viabiliza a retomada do auxílio.

O plenário da Câmara aprovou na quinta-feira dois destaques surgidos de acordo entre partidos da base aliada e o governo, tirando da PEC a proibição de promoção funcional ou progressão de carreira de qualquer servidor ou empregado público.

A aprovação do destaque foi autorizada pelo governo mediante acordo para evitar a aprovação de um outro destaque que tentava retirar todos os gatilhos relacionados ao funcionalismo público, incluindo a vedação à concessão de reajustes.

O Ibovespa Futuros abriu em baixa, com queda de 0,61% perto das 9h08, seguindo o exterior levemente mais avesso ao risco com a volta da alta dos rendimentos dos títulos da dívida americana, mas com horizonte fiscal momentaneamente menos nebuloso com a aprovação do texto desidratado da PEC Emergencial no Congresso, que abre espaço para uma nova rodada do auxílio emergencial.

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Bolsas – Brasil

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse esperar que a promulgação da proposta seja a mais rápida possível, uma vez que os deputados fizeram apenas algumas exclusões no texto e, por isso, parecer da consultoria da Câmara deve ser pelo encaminhamento da PEC diretamente à promulgação, sem necessidade de voltar ao Senado, segundo a Agência Câmara.

A PEC estabelece condições para a concessão do auxílio emergencial aos vulneráveis atingidos pela pandemia de Covid-19 em um montante de até de 44 bilhões de reais por fora das regras fiscais em 2021, e também traz gatilhos a serem acionados para conter despesas públicas.

Mas críticos à medida afirmam que ela se aproveita do momento de necessidade da renda assistencial temporária, gerado pela pandemia, para a concretização de medidas de ajuste fiscal de longo prazo.

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