Dólar tem forte queda ante real de olho em PEC Emergencial; XP altera projeções

O dólar operava em forte queda contra o real logo após a abertura desta quinta-feira (11), em sessão marcada pela votação em segundo turno da PEC Emergencial na Câmara dos Deputados, enquanto os agentes do mercado reagiam a dados sobre a inflação doméstica.

Segundo a Reuters, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86% em fevereiro, após alta de 0,25% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Às 9:14, o dólar recuava 1,17%, a 5,5880 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 (SA:B3SA3) perdia 1,59%, a 5,588 reais.

O dólar spot fechou o último pregão em queda de 2,39%, a 5,6542 reais na venda.

O Banco Central fará nesta quinta-feira nova oferta líquida de contratos de swap cambial tradicional, voltando a disponibilizar até 1 bilhão de dólares nesses derivativos. O lote de até 20 mil papéis será distribuído entre os vencimentos 1º de junho de 2021 e 1º de dezembro de 2021.

A autarquia também fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em junho e dezembro de 2021.

Dólar tem forte queda ante real de olho em PEC Emergencial; XP altera projeções

Dólar – XP

A XP informou ontem uma rodada de piora em projeções para câmbio, juros, inflação e atividade econômica em 2021, citando alta dos juros externos, recrudescimento da pandemia no Brasil, noticiário sobre a Petrobras e “sustos” na tramitação na PEC Emergencial.

A casa agora prevê dólar de 5,30 reais ao fim deste ano (4,90 reais antes), IPCA de 4,9% (3,9% antes), Selic de 5,00% (ante 3,5% na estimativa de fevereiro e 2% da taxa atual) e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2%, abaixo da taxa de 3,4% esperada antes.

O prognóstico para o PIB de 2022 também foi cortado –de alta de 2,0% para 1,5%.

Segundo a XP, desde a publicação do relatório de expectativas de fevereiro, os cenários econômicos no Brasil e no mundo se tornaram “mais desafiadores”.

“No Brasil, a dinâmica da pandemia piorou, demandando medidas restritivas mais duras. Na economia, a troca de comando na Petrobras, a decisão de subsidiar preços de diesel e gás de cozinha e a tramitação da PEC emergencial sinalizam o risco de maior intervenção política”, afirmou a XP.

“Por fim, a decisão do ministro Fachin de suspender as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Lava-Jato tende a intensificar a polarização nas eleições de 2022”, acrescentou.

Para a XP, o texto da PEC Emergencial aprovado pelo Senado –e que agora tramita pela Câmara– foi “relativamente positivo”, com limitação do volume de recursos para o Auxílio Emergencial e contrapartidas de melhoria da governança fiscal. Mas a instituição financeira avalia que a tramitação foi “turbulenta” e lembra que o presidente Jair Bolsonaro sinalizou intenção de diluir as contrapartidas ao auxílio emergencial.

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