Toro Investimentos divulga carteira recomendada de ações para março

A Toro Investimentos divulgou sua carteira de ações recomendadas para março, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com a gestora, integram o portfólio os seguintes ativos: BEEF3, ENAT3, ENEV3, GOUA4, KLBN11, PCAR3, TOTS3, VALE3, WEGE3, ABCB4.

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Toro: visão geral

Para a Toro, a eleição de candidatos alinhados ao Planalto nas presidências do Congresso trouxe otimismo de que a pauta de reformas voltasse a andar no Legislativo. Contudo, a maré virou rapidamente.

A retomada do auxílio emergencial está em discussão, mas não são claras as contrapartidas em termos de ajuste fiscal. A votação da PEC Emergencial, que traria esses mecanismos, foi adiada e pode ser desidratada. Bolsonaro trocou o presidente da Petrobras, assustando parte do capital externo e aumentando a desconfiança no meio liberal do governo. Para completar, a alta dos juros de longo prazo americano reforçou a saída de capitais do Brasil.

Toro: março

A gestora diz esperar para março uma turbulência proveniente das incertezas do mercado. Parte dos problemas pode-se resolver já nas primeiras semanas, a depender do andamento da pauta de votações no Congresso. As sinalizações do Governo sobre privatização de estatais também podem ajudar a acalmar os ânimos após a intervenção na Petrobras.

No exterior, as campanhas de vacinação seguem em curso, mas alguns problemas de falta de vacinas já começam a aparecer mesmo em países centrais europeus. “Se a tendência de queda da pandemia por lá sofrer alguma reversão, podemos ter nova volatilidade na Bolsa brasileira”.

Setores em Destaque

Commodities/exportação

As commodities foram o grande destaque no final do mês de fevereiro. Matérias primas como, minério de ferro, aço, celulose e proteína animal apresentaram uma evolução em seus preços amparados pela melhora no consumo, crescimento da expectativa econômica mundo afora e pela valorização do dólar.

Energia

O setor de energia elétrica reúne vantagens competitivas de um monopólio, como a baixa competitividade, o alto poder de barganha das companhias com seus fornecedores, o baixo poder de negociação dos clientes e as barreiras para novos entrantes. “Ainda acreditamos que o ano de 2021 seja marcado pela retomada da demanda por energia, que muitas das vezes vem de uma demanda represada em detrimento do retrocesso econômico observado no ano. A retomada das atividades ao longo de 2021 deve ser um importante destravador de preço para as ações do setor elétrico.”

Seleção para Março

BEEF3

Recentemente a Minerva Foods (BEEF3) divulgou seus resultados referentes ao último trimestre de 2020. A companhia conseguiu apresentar números interessantes e um lucro líquido que a permitiu propor a distribuição de dividendos aos seus acionistas em patamares recordes.  Essa distribuição milionária de proventos relativos aos resultados do ano passado, vai colocar a Minerva entre uma das mais importantes pagadoras de proventos da Bolsa, o que pode aumentar o apetite ao risco dos investidores em relação ao papel, impulsionando o movimento de curto e médio prazo das ações.   

ENAT3

Apesar da volatilidade dos preços do petróleo, o movimento majoritário observado para a commodity é de alta, o que beneficia algumas empresas privadas ligadas ao segmento. Nesse cenário, as ações da Enauta (ENAT3) conseguiram se manter em um viés de alta ao longo do mês de fevereiro. Um recente acontecimento que pode destravar o preço das ações da companhia é a retomada na produção no Campo Atlanta, anunciado pela Enauta recentemente. 

ENEV3

Em fevereiro a Eneva (ENEV3)  foi uma das grandes estrelas da nossa seleção. Sugerimos o ativo acreditando na continuidade do movimento de alta observado anteriormente e amparado pela capacidade da empresa em expandir as operações, beneficiando-se das oportunidades apresentadas no mercado de gás. Esse movimento foi confirmado com a mais nova aquisição da companhia, o Polo Urucu. Acreditamos que ainda exista espaço para evolução do ativo no mês de Março.

GOAU4

As commodities foram o grande destaque no final do mês de fevereiro. Matérias primas como, minério de ferro e aço apresentaram uma evolução em seus preços amparados pela melhora no consumo e crescimento da expectativa de gigantes como a China. Com isso, algumas empresas como a Gerdau (GOAU4) sentiram o reflexo desse aumento de preço em suas ações. Além disso, os resultados bilionários do último trimestre de 2020 da companhia e a sua recente revisão do seu plano de investimento para 2021, reforçam ainda mais a tese de compra do papel. 

KLBN11

Considerada a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, a Klabin (KLBN11), no 4T20, conseguiu reverter o prejuízo líquido registrado no trimestre anterior (3T20), além de alcançar alta de 110% em relação ao 4T19. A Companhia também reportou melhoria de 22% na receita líquida, em função do crescimento no volume de vendas totais, sendo ainda favorecida pela desvalorização cambial do período. “Para 2021, acreditamos em um cenário favorável para a Empresa, o que embasa nossa recomendação de compra para os ativos KLBN11 em fevereiro”.

PCAR3

O primeiro resultado divulgado de forma segregada do Assaí (ASAI3) foi bastante positivo, com crescimento de 174,9% no lucro dos acionistas controladores frente ao ano de 2019. Apesar do cenário instável da economia brasileira, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) atua em um setor defensivo, o que tem favorecido a resiliência da sua operação. Além disso, a Companhia vem se consolidando dentro do segmento de e-commerce alimentar, através de iniciativas assertivas de integração dos canais de vendas. “Tais fatores justificam a nossa recomendação de compra para o ativo PCAR3 em fevereiro”.

TOTS3

Líder no mercado de sistemas de gestão empresarial, a Totvs possui atuação diversificada em vários segmentos econômicos. A atual estratégia de expansão adotada permite que a Companhia apresente um intenso potencial de crescimento, favorecendo sua presença em novos mercados. Apesar dos efeitos gerados pela pandemia de Covid-19, a Empresa registrou fortes resultados no 4T20, apresentando expansão de 35,7% no lucro caixa frente ao 4T19. “Dessa forma, recomendamos a compra do ativo TOTS3 para o mês de fevereiro”.

VALE3

A presença global da Vale (VALE3), com manutenção de operações de extração em vários continentes, permite a redução do risco geográfico. Com resultados sólidos para o 4T20, a Companhia registrou alta de 47% no EBITDA ajustado proforma em função, principalmente, do crescimento alcançando no volume de vendas de minério de ferro e metais básicos e da realização de melhores preços para as commodities. A Empresa também avançou no processo de reparação de Brumadinho e na estratégia de segurança para as suas barragens. Tais fatores tendem a impulsionar o preço das ações VALE3 em fevereiro.

WEGE3

A WEG (WEGE3) é uma empresa multinacional que atua principalmente no setor de bens de capital. Produzindo equipamentos eletroeletrônicos, motores, equipamentos para transmissão de energia, tintas e vernizes. No 4t20 a empresa apresentou ótimos números, demonstrando uma ótima gestão e um aumento na demanda por seus produtos, resultado da retomada econômica mundial. “O avanço nas campanhas de vacinações no mundo e a confirmação de suas eficácias, observado pela queda do número de infectados no globo, confirma que estamos mais próximos do “antigo normal” e da retomada do crescimento econômico”.

ABCB4

O Banco ABC (ABCB4) é um banco múltiplo com foco em suas operações nas empresas de médio e grande porte. No 4t20 a Companhia apresentou uma alta de 44,2% no seu lucro líquido recorrente se comparado com o 3t20. Devido ao aumento das incertezas do cenário econômico brasileiro, o Banco ABC aumentou seu provisionamento de devedores duvidosos, desvalorização de títulos e para recuperação de crédito em R$307,4 milhões. Adotando uma postura mais conservadora diante do agravo da pandemia no Brasil.

Esse movimento demonstra uma Companhia mais preparada para eventuais problemas de curto e médio prazo e que pode ser beneficiada pelo possível aumento das taxas de juros na próxima reunião do Copom.

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