O Ser Educacional (SEER3), conglomerado de educação privada, vai comprar as operações da Rede Internacional de Universidades Laureate por R$ 4 bilhões.

O anúncio foi realizado neste domingo (13).

O Ser Educacional ficará com 100% das operações da empresa no Brasil. Pagará à Laureate R$ 1,7 bilhão em caixa na data de fechamento da transação e assumirá dívida líquida estimada em R$ 623 milhões.

Adicionalmente, a Laureate receberá ações da nova companhia. Já o controle acionário do fundador Janguiê Diniz será mantido. Ele terá 32% da companhia.

Ser Educacional (SEER3) compra a rede internacional de universidades Laureate

SEER3: o negócio

O negócio criará o 4º maior grupo de ensino superior do Brasil, com aproximadamente 450 mil alunos no ensino presencial e a distância.

Serão mais de 100 campi universitários, mais de 500 polos de ensino a distância e presença em todo o país.

SEER3: resultados

A companhia obteve lucro líquido de R$ 54,7 milhões e receita líquida de R$ 343 milhões, superando em 2% as expectativas.

O Ebitda ajustado IFRS 16 (excluindo ganhos não recorrentes de R$ 3,6 milhões) de R$ 109 milhões, 35% acima do previsto pelos analistas, cresceu 23%, puxado pelo controle rígido sobre as despesas gerais e administrativas.

“Essa economia mais do que compensou os PDDs mais altos (dobrando para R$ 47,5 milhões). Apesar do menor crescimento orgânico na base de alunos, a margem Ebitda ajustada cresceu 510 pontos percentuais, para 31,7%”, afirmaram.

SEER3: dados gerenciais

A Ser também divulgou dados gerenciais, dividindo o Ebitda ajustado por segmento (presenciais, novas unidades, Uninorte e EAD).

Segundo o Credit Suisse, as margens nos surpreenderam, principalmente na recém-adquirida Uninorte, com 42,4% de margem Ebitda ajustada, apesar da alavancagem operacional mais fraca do ativo, sugerindo novamente que parte da economia relacionada à Covid-19 provavelmente não será recorrente.

Excluindo a Uninorte, a Ser perdeu 8,5% de seus estudantes presenciais (primeiro semestre de 2020 versus primeiro semestre de 2019). superior, que foi agravado pela crise da covid-19.

O Credit Suisse reconheceu que a companhia conseguiu minimizar os efeitos da redução do número de alunos ao reajustar os custos e as despesas. No entanto, a pressão sobre a base estudantil deve continuar. Além disso, existem limites para a redução dos gastos.

Veja SEER3 na Bolsa:

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