A Petrobras (PETR4) identificou a presença de hidrocarbonetos no poço pioneiro no bloco CM-657, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, informou uma companhia em comunicado nesta quarta-feira (23).

Segundo a Reuters, o poço pertence a um bloco na qual a Petrobras é operadora, com 30% de participação, e tem como sócias a norte-americana ExxonMobil, com 40%, e a norueguesa Equinor, com 30%.

“Os dados do poço serão concluídos para melhor avaliar o potencial e direcionar como atividades exploratórias na área”, disse a estatal brasileira.

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O poço

O poço 1-BRSA-1376D-RJS (Naru) está a aproximadamente 308 milhas da cidade do Rio de Janeiro, em profundidade d’água de 2.892 metros, segundo a Petrobras.

O bloco em que ele se encontra foi adquirido pelas empresas na 15ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em março de 2018.

PETR4: Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 23, a 75ª fase da Operação Lava Jato, denominada Boeman.

Cerca de 50 agentes cumprem 25 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Sergipe. Além disso foram expedidas ordens para bloqueio de valores dos investigados.

A ofensiva tem como base delação que revelou supostos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro durante o processo bilionário de contratação pela Petrobras do fornecimento de navios lançadores de linha (PLSV).

As informações foram repassadas ao Ministério Público Federal por lobistas que atuavam junto a funcionários da companhia e agentes políticos com influência na estatal.

A PF apurou que um dos investigados supostamente recebeu indevidamente informações privilegiadas junto a setores da Petrobras para a propostas das vencedoresas da licitação. Já os lobistas delatores estão ficado responsáveis ​​por garantir, por meio de contatos políticos, que as empresas estrangeiras viessem a ser incluído no processo competitivo.

Em paralelo às investigações, um PF digitadas informações de que autoridades holandesas também conduziam investigações relacionadas a “ilicitudes perpetradas para o fornecimento dos navios lançadores de linha (PLSV)”.

“As empresas estrangeiras vencedores da licitação, posteriormente, subcontrataram uma companhia holandesa para execução do serviço licitado, uma era representada por um dos empresários brasileiros investigado, e que, em virtude dos acertos espúrios, também efetuou pagamentos ilícitos aos envolvidos”, registrou PF em nota.

Segundo a corporação, a ofensiva deflagrada nesta manhã busca “fazer cessar a atividade delitiva, aprofundar o rastreamento dos recursos de origem criminosa propina e a conclusão da investigação policial em todas as suas circunstâncias, inclusive com autorização para compartilhamento dos seus resultados com as autoridades da Holanda “

A PF indica que a investigação foi batizada de Boeman em referência “à criatura mítica da Holanda popularmente conhecida como ‘bicho-papão'”.

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