Bolsas globais abrem sem tendência definida e investidores atentos aos balanços do dia

As bolsas globais abriram nesta quinta-feira (18) sem tendência definida, com investidores atentos aos balanços corporativos e ao noticiário sobre o coronavírus. No Brasil, debate sobre o auxílio emergencial segue em destaque enquanto a pandemia volta a avançar.

Os investidores também se abstêm de apostar na alta dos preços das ações lá fora antes de mais indícios de que o governo dos Estados Unidos conseguirá aprovar no Congresso um pacote de quase US$ 2 trilhões que prevê ajuda financeira à população atingida pela pandemia de covid-19.

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Bolsas: Índices

O pacote foi um dos fatores que levou os índices acionários a novos recordes recentemente, mas a ausência de avanço palpável nas negociações do auxílio impede novas altas sob a mesma justificativa.

No Brasil, a Câmara dos Deputados adiou as votações previstas para hoje para discutir a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Ele foi detido depois de proferir ofensas e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e de pedir a destituição dos ministros da Corte.

Nenhum tema da agenda econômica estava na pauta desta quinta-feira, mas o cancelamento da sessão sugere que a discussão das reformas deve atrasar até que haja acordo sobre o destino de Silveira, que depende de decisão da Câmara.

Empresas

A JHSF (JHSF3) deve entregar resultados robustos no quarto trimestre, impulsionados pelos segmentos de shoppings e residencial, disseram analistas da XP Investimentos na prévia do balanço da companhia.

A JHSF reporta resultados nesta quinta-feira (18), após o fechamento do mercado, e realiza a teleconferência na sexta (19), às 15h.

Analistas

Segundo os analistas da XP, a empresa deve apresentar bons resultados operacionais nos shoppings centers, como vendas nas mesmas lojas e redução nas concessões de descontos durante o trimestre, principalmente no Shopping Cidade Jardim e no Catarina Fashion Outlet.

No segmento residencial, a companhia reportou forte desempenho de vendas em sua prévia operacional do quarto trimestre, escrevem, de R$ 378,6 milhões, uma alta de 192,9% contra o ano passado.

Assim, a XP espera receita líquida de R$ 366 milhões, EBITDA ajustado de R$ 205 milhões e lucro líquido de R$ 149 milhões.

Já O BTG Pactual (BPAC11) espera lucro líquido de R$ 156 milhões, EBITDA de R$ 198 milhões e receita líquida de R$ 376 milhões.

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