“O cliente do mercado financeiro está ficando cada vez mais exigente e a instituição que não acompanhar vai acabar saindo do mercado”, diz Head da Mesa de Operações Estruturadas da Nova Futura Investimentos

Em um ano 237 mil novos investidores entraram para a bolsa de valores, resultando em um crescimento de 38% no período de 12 meses. Isso reflete o otimismo do brasileiro em relação a renda variável, principalmente após os sucessivos recordes registrados em 2019. Ainda este ano a estimativa é que até junho mais de 1 milhão de brasileiros estejam investindo em ações. “É pouco se compararmos ao mercado americano, que 70% das pessoas então na bolsa, por exemplo, mas já pode ser considerada uma grande evolução”, explica Marcelo Missioneiro, Head da Mesa de Operações Estruturadas da Nova Futura Investimentos.

Para atrair e reter este público as Corretoras de Valores têm inovado nos últimos anos. São taxas cada vez mais baixas, campanhas com artistas e grandes investimentos em tecnologia para manter a plataforma de investimentos estável. Agora, o serviço financeiro passa para um novo estágio. Produtos que estavam disponíveis apenas para grandes investidores são oferecidos para a pessoa-física a partir de R$ 1 mil. São as chamadas operações estruturadas, quando dois ou mais ativos são usados na operação como forma de potencializar os ganhos ou proteger o capital. “É complicado mesmo para um investidor com experiência fazer sozinho este tipo de operação. Por isso, começamos a oferecer todo o suporte de acordo com cada cliente. Entendemos o perfil, explicamos os riscos e possibilidades de ganhos e ele toma sua decisão para montarmos a operação. Era algo que só estava disponível para os grandes investidores e agora estamos democratizando. O cliente do mercado financeiro está ficando cada vez mais exigente e a instituição que não acompanhar vai acabar saindo do mercado”, revela Missioneiro.

Veja abaixo algumas operações estruturadas disponíveis para os clientes da Nova Futura Investimentos:

Para o investidor mais conservador temos as seguintes operações:

Collar:

Operação de 1 a 2 anos que protege o capital investido. Seu objetivo é prover uma rentabilidade significativamente superior à obtida em produtos de renda fixa.

Ela utiliza elementos de renda variável (como acompanhar a variação positiva de uma ação até um determinado limite) ao mesmo tempo que possui um risco baixo (resgatar no vencimento pelo menos 100% do valor investido caso a operação não tenha sucesso).

O custo da operação se resume à compra do ativo (ação). A estrutura com opções é feita a custo zero.

Fence:

Operação semelhante ao Collar, com duração de 6 meses a 1 ano. É ideal para o investidor que aceita abrir mão de um pouco de proteção para permitir um potencial lucro bem mais elevado.
Também é uma estrutura que se encaixa muito bem em um cenário de alta, mas deseja-se obter uma espécie de seguro contra queda, já que protege o investidor parcialmente contra uma valorização do ativo em carteira.

Assim como o Collar, não possui custo na montagem da estrutura com opções, necessitando apenas da compra das ações caso o investidor ainda não as possua.

Para o investidor mais moderado possuímos a seguinte operação:
               

Financiamento:

Uma das operações mais simples e comuns do mercado de opções. Consiste em uma venda de uma call pelo investidor que já possui uma ação. Ao executar a venda da call o investidor recebe uma quantia financeira em sua conta chamada prêmio. Em contrapartida o cliente tem a obrigação de vender a ação em um determinado preço caso ela se valorize. Dessa forma, caso a ação suba acima do valor, o cliente ganha com a valorização do ativo e também ganha com o recebimento do prêmio.

Para o investidor mais agressivo temos também as seguintes operações:

Call Spread / Put Spread:

O Call Spread e o Put Spread são duas operações que permitem altas alavancagens. Ou seja, com uma pequena variação do ativo é possível obter um lucro várias vezes maior do que a simples compra do ativo. Com o call spread o investidor pode ter altos ganhos com a alta do ativo e com o put spread o investidor ganha com a queda do ativo. Dessa forma é possível atender a todas as expectativas de viés do mercado. O risco também é elevado, podendo o investidor perder o valor total aplicado caso a operação não atinja o seu objetivo.

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