O IRB Brasil (IRBR3) prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca da carta da gestora Squadra que acusa a resseguradora de supostas novas fraudes.

Ao órgão regulador, o IRB disse que não lhe compete fazer juízo de valor sobre a opinião da Squadra nem sobre sua opção em manter uma posição “short” (vendida) em ações da resseguradora.

Isso porque a nova carta da Squadra apontou que reconhece o trabalho e os esforços da nova gestão do IRB Brasil para revisar estratégia, números e contratos anteriores do ressegurador.

Entretanto, diz enxergar uma “ótima relação risco x retorno” para permanecer vendida nas ações da companhia.

A carta veio após outras duas, publicadas em fevereiro, e que questionavam a recorrência dos resultados do IRB e a rentabilidade apresentada pelo ressegurador ante seus pares internacionais em exercícios recentes.

As missivas, que justificavam a posição short da gestora nos papéis do IRB, desencadearam uma crise de credibilidade que culminaria na demissão da antiga cúpula e na republicação de balanços de exercícios anteriores.

No ano, as ações caem mais de 77%, ficando na “lanterninha” do Ibovespa.

IRBR3: a resposta do ressegurador

Conforma comunicado remetido ao órgão regulador, a nova gestão, que assumiu após a queda do CEO e do CFO, realizou a revisão das demonstrações financeiras, bem como a apuração de irregularidades que foram cometidas contra a companhia.

Também citou que houve a apuração, por investigadores independentes (KPMG Assessores e Felsberg Advogados) das questões envolvendo a informação de que a empresa americana Berkshire Hathaway faria parte da base acionária da Companhia, tendo apresentado os resultados dessa apuração à CVM e à SUSEP, bem como denúncia ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.

E destacou que houve a apuração de indícios de destinação indevida de recursos pelo pagamento de bônus irregulares a executivos e colaboradores da companhia, fatos que também foram levados ao conhecimento das autoridades públicas, entre outras medidas como a renovação do Conselho de Administração e do estatuto social.

Conforme a companhia, os contratos de seguros estão sendo revistos, conforme informado ao mercado quando da apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

Com relação à parte da carta da Squadra que aponta esperar que o IRB faça novos ajustes em seus resultados nas próximas divulgações, a empresa afirma “que não possui, atualmente, o conhecimento de fato ou mesmo indício de que haja outras manipulações contábeis ou fraudes, além daquelas já divulgadas”.

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