Veritas Capital lança fundo de renda fixa para investimento em títulos do governo federal

Ele já nasce com patrimônio líquido de R$15 mi

A Veritas Capital Management acaba de lançar o Veritas Tempus Institucional IMA-B Soberano, fundo de renda fixa que investe prioritariamente em títulos de emissão do governo federal e majoritariamente em títulos do Tesouro – atrelados ao IPCA.

O fundo nasce com um patrimônio líquido aproximado de R$ 15 milhões e pretende captar mais de R$ 80 milhões até o fim de 2021. É administrado pelo BTG Pactual e destinado principalmente a investidores institucionais, tesouraria de empresas ou qualquer investidor que procure proteger o capital e obter ganhos superiores ao da inflação e do CDI (Certificados de Depósitos Interbancários).

Com resgate em D+1, o Veritas Tempus tem o objetivo de proporcionar a quem investir retorno acima do IMA-B do período – índice que segue o desempenho médio de todos os títulos públicos ligados à inflação.

Veritas Capital lança fundo de renda fixa para investimento em títulos do governo federal

Veritas Capital

Este não é o primeiro fundo líquido da gestora a ser criado a partir de uma demanda verificada junto aos seus clientes. Especialista na recuperação de ativos e fundos estressados, a Veritas percebeu a necessidade de realocar ativos recuperados em produtos próprios e com estratégias focadas em multimercados e ações.

“Por sermos uma gestora com foco em special situations, até este momento, só fazia sentido para nós desenvolvermos fundos com perfil mais high yield. Não imaginávamos no curto prazo ter também em nossos portfólios fundos mais convencionais”, explica Flávio Rietmann, CFO e um dos fundadores da Veritas Capital. “Este foi mais um produto da casa criado para atender a uma demanda interna. Vivemos um momento de insegurança nas questões fiscais e estruturais do País e, por isso, percebemos maior procura por instrumentos de proteção”.

Fundos

Além do Tempus, a Veritas possui outros três fundos que nasceram no ano passado por conta de demanda interna dos clientes. São eles: o Veritas Cratos, o Veritas Imperium e o Veritas Premium – todos buscam retornos consistentes no longo prazo e são destinados a qualquer classe de investidor.

Criado em junho de 2020, o Cratos é um fundo long only sempre comprado em bolsa, cuja rentabilidade no ano passado foi de 31,84% – ficando à frente de vários fundos tradicionalmente conhecidos no mercado.

Investimento

O Imperium é um FIC de FIA que permite a qualquer investidor ter acesso aos melhores fundos de ações do mercado. Lançado em julho de 2020, obteve um retorno superior a 18% em 2020. A expectativa é que termine o ano de 2021 com mínimo de R$ 40 milhões de patrimônio líquido.

Já o Premium é um fundo de renda fixa voltado a crédito e tem a estratégia de investir em títulos e/ou emissões privadas. O fundo compra ativos de crédito de risco baixo e, a longo prazo, tende a oferecer alto retorno se comparado à renda fixa tradicional. Em menos de seis meses, registrou rentabilidade de 23,3%.

“Vivemos um período muito atípico. Com a crise que a pandemia de Covid-19 trouxe aos mercados, pudemos comprar títulos em preços e condições muito vantajosas, por conta da aversão ao risco. Enquanto alguns investidores estavam saindo de posições, nós, da Veritas, estávamos iniciando este portfólio”, avaliou Rietmann.

Meta

A meta do Premium é capturar, na média, rentabilidade 20% superior à curva de juros de cinco anos de prazo – sem renunciar à qualidade do crédito de risco usado para a construção da carteira de títulos. Assim, a expectativa da Veritas é que o fundo termine 2021 com ao menos R$ 50 milhões de patrimônio líquido.

“Nossa percepção é de que para se obter rentabilidade considerável acima da taxa Selic ou ganhos realmente relevantes, os investidores vão precisar alongar o prazo dos investimentos em títulos públicos do governo federal e tomarem um pouco mais de risco de crédito privado. Isto não significa em hipótese alguma investir de forma agressiva ou irresponsável, e sim investir de forma mais analítica. Para isso, os investidores precisam entender melhor as análises de crédito, a governança e o balanço das empresas, e necessitam de uma assistência mais profissional”, conclui Rietmann.

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