“A melhor alternativa é a criação do próprio emprego. É dessa maneira que ganhamos dinheiro, trabalhando, empreendendo. Todo este movimento autônomo contribui também para a recuperação da economia”

Ser autônomo significa criatividade, empreendedorismo, flexibilidade e até qualidade de vida, já que é possível montar o próprio horário e recessos. No caso do Brasil, o trabalho autônomo é visto de duas formas, como complementação de renda e empreendedorismo. De acordo com dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) o país é o 3° no número de pessoas autônomas, isso significa que, 32,9% da população brasileira está empreendendo. Para o Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira, Fabrizio Gueratto, esse ainda é um número pequeno se comparado a outros países, como a Colômbia, por exemplo, onde metade dos trabalhadores são autônomos. “Aqui no Brasil ainda existe um receio de largar tudo e começar a empreender, mas isso vem mudando, principalmente com essas novas gerações e com as startups”, comenta.

Portanto, o número de empreendedores tende a crescer. Os jovens entre 18 e 34 anos são os principais envolvidos na criação de novos negócios. “Os jovens brasileiros já entenderam que a melhor alternativa é a criação do próprio emprego. É dessa maneira que ganhamos dinheiro, trabalhando, empreendendo. Todo este movimento autônomo contribui também para a recuperação da economia”, conta o Financista.

Para empreender:

Para começar a trabalhar de forma totalmente autônoma é necessário conhecer o ambiente interno e externo. Elaborar os planos do negócio é um segundo ponto importante, principalmente se tratando do investimento inicial. Antes de pegar todas as reservas e abrir um novo negócio é importante separar o cofre de emergência, nele precisam estar alocados de 6 a 12 meses do custo de vida em uma aplicação sem volatilidade e com liquidez diária, como por exemplo o Tesouro Direto Selic ou Fundo DI. “O cofre de emergência é essencial e básico. Antes de qualquer investimento é necessário juntar as suas despesas mensais. Se um dia acontecer algo e o seu negócio não ir muito bem, é para esse dinheiro que você irá recorrer e logo após é necessário substituí-lo, ou seja, devolver a quantia que foi retirada”, explica o Financista.

Quando você é dono de algo é comum que as coisas acabem se entrelaçando e se confundindo, por isso muitas vezes é difícil separa a vida pessoal e o trabalho. Para Fabrizio Gueratto, existem alguns preceitos básicos para não viver somente para o negócio e saber aproveitar o custo felicidade também. “Estabelecer as prioridades é importante, pois dessa maneira é possível separar os fatores mais relevantes de cada um, além de colocar como uma prioridade a saúde. Descansar é necessário, por isso o custo felicidade. Ou seja, fazer aquilo que gosta, como ir viajar, sair para jantar, etc. Este gasto deve estar no planejamento financeiro, por exemplo, após um período movimentado no trabalho, é bom tirar uns dias, conhecer um novo lugar, mas isto já precisa estar planejado, para que este gasto não faça falta depois. Por isso, ter uma assessoria financeira, um especialista, é sempre importante”, finaliza o Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

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