Indústria tenta se recuperar no primeiro trimestre, mostra índice GS1

O índice aponta uma elevação de 4,9% no primeiro trimestre de 2021

Os efeitos negativos da pandemia nos negócios afetaram vários setores da economia no primeiro trimestre deste ano. Segundo o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, embora a indústria tente uma reação na intenção em lançar produtos no mercado, o resultado ainda não supera as perdas. O índice aponta uma elevação de 4,9% no primeiro trimestre de 2021. No comparativo trimestral, a partir do terceiro trimestre de 2020 houve uma reversão na tendência de queda, mas que não foi o bastante para anular as perdas acumuladas nos quatro trimestres anteriores.

Em março, o índice teve queda de 9,8% em comparação com fevereiro. No acumulado de 12 meses o índice apresenta queda de -4,1%. O índice é calculado a partir da solicitação de códigos de barras, que são atribuídos pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Indústria tenta se recuperar no primeiro trimestre, mostra índice GS1

Indústria: setores

Alguns setores da indústria, no entanto, se diferenciam da maioria. O setor de bebidas se destaca com resultados acima do número Brasil, com 53,8% de crescimento no primeiro trimestre de 2021 e 16,7% no acumulado de 12 meses. Alimentos é o setor que apresenta recuperação mais lenta frente aos outros divulgados, com 5,3% de crescimento no primeiro trimestre e ainda com queda de 4,8% na avaliação acumulada em 12 meses. Têxtil, vestuário e produtos diversos apresentam crescimento no primeiro trimestre de 30% 35,2% e 36,8%, respectivamente.

Indústria tenta se recuperar no primeiro trimestre, mostra índice GS1

 

Indústria tenta se recuperar no primeiro trimestre, mostra índice GS1

Dólar

A forte valorização do dólar, que já subiu mais de 7% este ano em relação ao real, após alta de quase 30% em 2020, é um pesadelo para boa parte da indústria. Isso ocorre por causa do aumento de custos que a moeda americana provoca, seja pela importação direta de matérias-primas e componentes ou pelo fato de os insumos usados, mesmo que produzidos localmente, serem cotados a preços do mercado internacional.

Esse equilíbrio de forças entre benefícios e prejuízos ocasionados pela alta do dólar depende, no entanto, do peso das exportações em cada negócio.

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