Vale (VALE3) tira da pauta voto contrário em eleição de conselho; debêntures atraem estrangeiros

A Vale (VALE3) retirou da pauta de assembleia de acionistas marcada para 12 de março a deliberação sobre a adoção do voto contrário na eleição de seu conselho de administração.

Segundo o Valor Econômico, a retirada aconteceu depois de análise da proposta pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pedido do conselheiro da Vale, Marcelo Gasparino, que é contra a adoção do procedimento.

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Vale

No entendimento da área técnica da autarquia, o processo de eleição dos membros do conselho de administração não suporta o sistema de votação binário, não admitindo, portanto, o cômputo de votos contrários ou de rejeição.

Em comunicado, a Vale diz acreditar fortemente que o sistema é “do melhor interesse” de seus acionistas, mas decidiu retirar o tema da pauta de reforma de seu estatuto por conta do debate público gerado no mercado de capitais e à luz do entendimento da CVM.

A companhia diz ainda que deverá levar o assunto “oportunamente” à discussão do colegiado da CVM. As demais matérias da ordem do dia da assembleia estão mantidas.

Debêntures

Uma das estratégias traçadas para a venda das mais de 200 milhões de debêntures participativas da Vale que pertencem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Tesouro, num total de cerca de R$ 13 bilhões, é oferecer aos investidores estrangeiros.

De acordo com o Estadão, a oferta será para no máximo 50 investidores e o ativo é bom: tem um retorno baseado em uma participação nas vendas de minério da companhia por 100 anos.

O grupo de fora do país, como fundos de pensão e seguradoras, já vem demonstrando interesse em adquirir os papéis. O minério de ferro está com seus preços globalmente em escalada e alguns especialistas acreditam que o metal está entre as commodities que podem passar por um superciclo de alta.

BNDES

Ainda conforme o jornal, a expectativa do BNDES, conforme informou ao mercado, é de que a oferta das debêntures ocorra no segundo trimestre. Os trabalhos estão sendo conduzidos para que aconteça efetivamente em abril. O chamado “roadshow”, ou encontro com investidores para contextualizar a venda, deve ser iniciado ao final de março. Os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan e Citi foram os escolhidos para conduzir o processo. Procurado, o BNDES não comentou.

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