A produtora de software corporativo Totvs (TOTS3) teve leve alta no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, com o resultado operacional vindo melhor que o esperado por analistas.

A companhia, que tenta comprar a rival Linx em uma disputa contra a processadora de pagamentos Stone, teve lucro líquido ajustado de R$ 82,5 milhões de julho a setembro, alta de 3,8% no comparativo anual.

Totvs (TOTS3): lucro líquido sobe 1,4% no 2TRI

Desempenho operacional

O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 34%, para R$ 161,4 milhões, acima dos R$ 140,8 milhões esperados, em média, por analistas, segundo dados da Refinitiv.

A divisão de tecnologia da empresa registrou alta de 9,4% na receita líquida, com o total de despesas subindo cerca de 15%. A empresa afirmou que a provisão para inadimplência subiu 31,7% no período, para cerca de R$ 8 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas cresceram 28%.

Percentual de receita líquida

A Totvs afirmou que como percentual da receita líquida, porém, a provisão caiu de 3,3% para 1,3%. “O avanço no cenário de crédito ainda não foi suficiente para trazer a PCLD ao patamar de 1% da receita líquida de tecnologia do terceiro trimestre de 2019”, disse a companhia.

Já a divisão de produtos de crédito viu a receita cair 11%, a R$ 48,6 milhões. O Ebitda da unidade recuou quase 27%.

Linx e Totvs

Em fato relevante divulgado na quarta-feira (28), a Linx (LINX3) informou que a Totvs (TOTS3) incluiu indevidamente seus dois membros independentes do conselho de administração no protocolo e justificativa para compra da empresa.

O documento foi divulgado ontem (27) e servirá como referência para que os acionistas da Totvs decidam, na assembleia marcada para 27 de novembro, se aprovam a operação.

Na página 21 do protocolo, já nas folhas de assinatura, foram incluídos os nomes de João Cox e Roger de Barbosa Ingold, os conselheiros independentes da Linx. A página é precedida por uma em que constam os nomes de Laércio Cosentino, fundador da Totvs e de Gilberto Mifano, do conselho de administração da companhia.

Segundo a Linx, “nenhum dos seus administradores firmou qualquer protocolo e justificação de incorporação ou de incorporação de ações com a Totvs ou qualquer subsidiária da Totvs.”

Campo de batalha

A Totvs e a Stone (STNE) travam uma batalha para assumir o controle da Linx, numa história cheia de polêmicas de ambas as partes. A Linx marcou para 17 de novembro a assembleia de acionistas que votará a proposta da Stone.

A votação, contudo, é alvo de atenção da B3 (B3SA3), que notificou a Linx sobre termos do acordo que, na avaliação da dona da Bolsa, interferem na livre manifestação dos acionistas.

Veja TOTS3 na Bolsa:

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