O número de ofertas públicas iniciais (IPO) realizadas na B3 em setembro foi o maior desde 2010, com oito empresas abrindo capital, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (29).

O volume total movimentado em IPOs no mês foi de R$ 13,04 bilhões, somando as ofertas primárias e secundárias de ações, o que equivale a pouco menos da metade dos R$ 29,08 bilhões captados no ano inteiro.

Bolsa de Valores

IPOs: outubro

Contando com as três empresas que abriram capital em outubro, já foram realizados 19 IPOs em 2020, com o movimento se intensificando mesmo diante da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.

Apenas em outubro, mais 15 companhias pediram registro para abrir capital, totalizando 44 empresas na fila para estrear no mercado, das quais 5 estão interrompidas.

Setembro

Dentre os destaques de setembro, está a estreia no mercado da empresa de logística Hidrovias do Brasil, que levantou R$ 3,4 bilhões, e a rede de produtos para animais de estimação Petz, que movimentou cerca de R$ 3 bilhões.

A agenda de ofertas públicas iniciais na bolsa brasileira continua recheada nas próximas semanas, começando com a da Pacaembu Construtora, que será precificada ainda nesta quinta-feira.

B3

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) informou na terça-feira (27) que operações de empréstimos de cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) e de Fundos de Investimento em Participações (FIPs) deverão ser liberadas a partir de novembro desse ano.

No comunicado, a B3 explicou que “o empréstimo de FII e FIP será disponibilizado para negociação com as mesmas características e regras do empréstimo de ações“.

Além disso, a Bolsa de Valores destacou que fica vedada a negociação do produto aqueles investidores que possuírem mais de 10% de participação em um único FII.

O objetivo do projeto é atender a demanda dos clientes pelo empréstimo de FII e FIP, bem como disponibilizar mais um produto para empréstimo e assim desenvolver o mercado de Fundos Imobiliários, de acordo com o comunicado.

No entanto, fontes próximas do assunto informaram ao jornal ‘InfoMoney’, que inicialmente, não serão todos os FIIs que estarão disponíveis para empréstimo, ao passo que no início os fundos serão selecionados através um filtro de liquidez e de número de cotistas.

O empréstimo de ações ou cotas de FIIs permite que esses papeis possam sofrer vendas ao descoberto, ou seja ser “shorteados”.

O número de investidores pessoas físicas em FII chegou, em meados de setembro, em um milhão, de acordo com o boletim publicado pela B3, referente à dados do fechamento de agosto.

Em agosto de 2019, o total de investidores em FIIs ficava em 698 mil. Atualmente, mais de 260 fundos imobiliários já estão listados no mercado brasileiro. segundo o boletim da B3. Em 2017, esse número ficava em 156.

https://youtu.be/B5QuNLdWzBA
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