As teles nacionais – Oi, Claro, Vivo e TIM – estão se articulando para firmar parcerias com fintechs, de olho no crescente mercado de serviços financeiros.

Para as operadoras, os acordos são uma chance de diversificar receitas, enquanto as fintechs podem ganhar escala rapidamente ao ter acesso a bases com milhões de clientes ativos.

Segundo o Estadão, a possibilidade de unir essas duas pontas já era tendência há algum tempo, mas a pandemia de coronavírus e o sistema de pagamentos eletrônicos Pix dão força a esse processo.

Serviço financeiro une teles e fintechs, diz jornal

Um novo público

Com o pagamento de auxílio emergencial a quase 60 milhões de brasileiros nos últimos meses, por meio do site e de aplicativos desenvolvidos pela Caixa Econômica Federal, um novo público foi apresentado aos serviços financeiros digitais.

O tamanho do programa de distribuição de renda também evidenciou que o sistema bancário tradicional deixa muita gente de fora. E é aí que entram as fortalezas das teles e das startups financeiras.

Serviço financeiro

Em meio a esse contexto, a Oi e a fintech Conta Zap estão firmando uma parceria para o desenvolvimento de um serviço de conta digital, destinada a atender o público de menor renda.

O acordo para serviço financeiro teve início com um projeto piloto, com ações de cunho social para distribuição de doações a pessoas afetadas pela crise.

O lançamento comercial do produto deve ocorrer no curto prazo, segundo Takayanagi.

Já a TIM fechou acordo com o banco digital C6. Por meio desse contrato, a tele poderá atingir participação de até 15% na fintech.

Esse porcentual evoluirá à medida em que a TIM direcione clientes para o C6. Na plataforma, eles podem fazer operação de recarga de pré-pago, pagamento de fatura do pós-pago ou abrir uma conta. Desde julho, mais de 200 mil novas contas foram abertas no banco.

Pix

Outro ponto que anima teles e fintechs é a chegada do Pix. A ferramenta de pagamentos digitais instantâneos tem tudo para ser a isca para a oferta de mais serviços, como financeiros, educação à distância e teleconsultas, por exemplo.

A Claro já lançou o SmartCred, serviço de crédito pessoal com parcelamento em até três anos, em parceria com o Banco Inbursa, do mesmo dono da Claro, Carlos Slim.

Na mesma linha, a Vivo tem a meta de oferecer mais serviços financeiros em parcerias com fintechs e vê a chegada do Pix como uma janela de oportunidade.

O Vivo Money, de crédito pessoal, é o primeiro passo da companhia no ramo. O piloto do serviço foi ofertado de agosto de 2019 até abril de 2020, mas só para os clientes de planos controle ou pós-pago. O lançamento está previsto para ocorrer ainda este ano.

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