“No dia da votação, com as expectativas do mercado acerca da reforma previdenciária, o dólar chegou a registrar 1,36% de queda”

Nesta terça-feira, foi aprovado o texto-base da Reforma da Previdência em 2º turno. A aprovação se deu com 60 votos favoráveis a 19 contrários. Com dois destaques propostos pela oposição, em relação aos trabalhadores em profissões de risco, a economia gerada com a reforma pode ser diminuída em R$ 76,5 bilhões em 10 anos. No dia da votação, com as expectativas do mercado acerca do assunto, o dólar chegou a registrar 1,36% de queda e o Ibovespa, maior índice da Bolsa brasileira, chegou a um novo recorde, operando acima dos 107 mil pontos, uma alta de 0,95% e fechou operando em 106.022,28 pontos. Além da Reforma, outro grande influenciador na queda da moeda americana foi o avanço nas negociações entre EUA e China anunciadas por Le Yucheng, Vice-Ministro das Relações Exteriores da China.

Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital afirma que a expectativa de queda era bem maior por parte do público. “O valor do dólar segue estável, a expectativa de queda por parte do público geral era bem maior”. Ele explica que a queda não foi tão grande pela precificação prévia da Reforma. “A casa financeira se antecipa aos fatos, como a Reforma já estava precificada, a queda depois da mesma não foi grande”, aponta. Após a aprovação da reforma previdenciária, o mercado deve se atentar às demais que tramitam atualmente, a tributária e a administrativa. O Diretor de Câmbio explica que essa pauta foi dada como concluída pelo mercado, que deve voltar os olhos para outras agendas. “Agora, o mercado já deu isso como página virada e foca em outras agendas”, afirma.

Bergallo estima que a moeda americana deve seguir na média atual, sem maiores quedas. “Como a reforma previdenciária já é um assunto dado como concluído, a moeda deve seguir estável, na mesma faixa de preço”. Ele aponta que a questão que pode balançar o mercado atualmente é a desaceleração da economia global e a tensão acerca de uma possível recessão. “A questão hoje é a desaceleração da economia global, se haverá uma recessão ou não da economia no front externo. Além disso, é a resolução desta desaceleração que vai fazer a diferença na precificação dos ativos e no fluxo cambial de países emergentes como o Brasil”, finaliza o Diretor e Câmbio da FB Capital.

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