A Planner revisou a Porto Seguro (PSSA3) em seu portfólio e manteve a recomendação de compra e reajustou o preço-alvo de R$ 50,83 para R$ 65 por ação. Já o potencial de valorização está em 27,9%.

Conforme relatório, a Porto Seguro registrou no terceiro trimestre lucro líquido de R$ 402 milhões, 20% acima do terceiro trimestre de 2019 (R$ 335 milhões), reflexo do forte crescimento do resultado operacional de seguros impactado positivamente pela redução de sinistralidade, aliado a melhora do resultado operacional de outros negócios.

Para a Planner, o resultado financeiro apresentou rentabilidade de 245% do CDI no terceiro trimestre vis a vis 175% do CDI em igual trimestre do ano anterior.

Já o ROAE elevou-se de 18,8% no terceiro trimestre de 2019 para 20,3% no terceiro trimestre de 2020.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2020 o lucro líquido cresceu 27% ante igual período de 2019 somando R$ 1,3 bilhão, com +2,9pp no ROAE para 22,0% com destaque para o resultado financeiro de 305% do CDI no 9M20 acima de 164% do CDI no 9M19.

A empresa adotou diversas ações comerciais para proteção e crescimento de sua carteira de clientes.

Os índices de renovação têm se mantido elevados e a empresa segue agregando vendas novas a sua carteira. Sua estratégia busca a redução dos custos, melhora de eficiência operacional e maior rentabilidade.

Porto Seguro (PSSA3): Planner recomenda compra com preço-alvo em R$ 65

Sinistralidade

A sinistralidade menor no segmento auto, por conta da queda no movimento de veículos com a pandemia, deve perdurar por mais alguns trimestres, afirmou nesta quinta-feira o vice-presidente de seguros da Porto Seguro, Marcelo Picanço, durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre, informa o Valor.

Segundo o executivo, o índice, na verdade, após o país sair da crise tende a ser menor do que era antes por conta da mudança de hábitos de mobilidade.

De acordo com o vice-presidente de seguros, “teremos algo [em termos de sinistralidade] entre o que temos hoje e o que tínhamos antes”. Para Picanço, em relação aos preços, que na pandemia recuaram entre 25% e 30% por conta da queda de sinistralidade, as seguradoras vão ter de segurar eventuais aumentos nos próximos trimestres e repassar isso gradualmente.

Conforme o jornal, a Porto Seguro tem ainda uma visão positiva para o cenário de expansão de seguro auto, por conta de um efeito de represamento de aquisição de novos veículos durante a pandemia. “Tem um fenômeno de represamento e, num primeiro momento, teve uma contração de crédito, mas achamos que talvez [o crédito para veículos] volte até acima do que tem sido esperado.”

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Celso Damadi, ressaltou que a Porto tem vários projetos em andamento na área de fusões e aquisições. “Para 2021, temos apetite para esta área tanto internamente quanto externamente.”

Veja PSSA3 na Bolsa:

https://youtu.be/ImN6RqkH5qw
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