Petrobras (PETR4) recebe indicação para últimas duas vagas do governo no conselho

Cynthia Santana Silveira é engenheira elétrica e atuou na petroleira francesa Total por 17 anos

A Petrobras (PETR4) informou que recebeu do ministério de Minas e Energia ofício com duas indicações para vagas da União no conselho de administração da companhia, de Cynthia Santana Silveira e Ana Silvia Corso Matte.

“Essas duas indicações, juntamente com as seis indicações divulgadas ao mercado em 8 de março de 2021, completam as indicações pela União de membros ao Conselho de Administração da companhia para a próxima Assembleia Geral de Acionistas”, afirmou a empresa em fato relevante nesta quarta-feira.

Segundo a Reuters, Cynthia Santana Silveira é engenheira elétrica e atuou na petroleira francesa Total por 17 anos, tendo sido diretora executiva de gás e eletricidade da companhia. Ana Corso Matte é advogada e já foi diretora da elétrica Light (LIGT3), além de conselheira de empresas como Cemig (CMIG4) e Renova Energia (RNEW11), disse a Petrobras.

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Petrobras – XP

A XP Investimentos já havia baixado a recomendação de compra para venda da Petrobras (PETR4) na última semana por conta dos imbróglios políticos aos quais a estatal se viu envolvida e, na terça-feira (9) a gestora voltou a reiterar a venda dos papéis da petroleira.

Isso por conta dos reajustes constantes no preço dos combustíveis, mais precisamente pela manutenção dos preços abaixo dos níveis internacionais.

“Isso nos motiva a manter uma visão cautelosa com a Petrobras, dadas as significativas incertezas com relação à política de preços de combustíveis da companhia após a proposta de substituição do CEO”, informou a gestora.

E disse mais: “mantemos recomendação de Venda nas ações da Petrobras, com preços-alvo de 12 meses de R$ 24 por ação para PETR4 e PETR3.”

Com relação aos reajustes mais recentes, a estatal posicionou o diesel em 5,5% nos preços. Quanto à gasolina, o reajuste anunciado de preços é de 9%.

Em relação às referências internacionais, preços seguem com defasagem de 6,7% para o diesel e 1,8% para a gasolina.

Mercado

O relatório, assinado pelos analistas Maria Maldonado e Gabriel Francisco, destaca ainda que, na opinião da gestora, o mercado atribuirá uma menor importância aos reajustes de preços divulgados durante o mandato da atual administração.

“Finalmente, será fundamental acompanhar o que acontecerá após o termino da isenção de dois meses do PIS / COFINS (R$ 0,3515 / litro) sobre os preço do diesel. O fim dessa isenção fiscal implicará, por si só, em um aumento de 11% nos preços do diesel fora do escopo da política de preços da Petrobras”, disse.

E acrescentou: “em nossa opinião, dada a complexidade do cenário fiscal brasileiro, vemos uma baixa probabilidade de renovação da isenção fiscal para os preços do diesel, com nossos cálculos apontando para um impacto entre R$ 1,5 – R$ 1,6 bilhão para cada mês sem cobrança de PIS / COFINS no diesel (implicando em renúncia de R$ 3,1 bilhões – R$ 3,2 bilhões para o período de 2 meses já anunciado).”

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