A elétrica Neoenergia (NEOE3) registrou lucro líquido de R$ 814 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 36% ante igual período do ano passado, informou nesta terça-feira (20) a empresa controlada pela espanhola Iberdrola.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia totalizou R$ 1,76 bilhão no período, avanço de 17% na comparação anual, cifra que a empresa disse confirmar a retomada econômica do Brasil em meio à pandemia de coronavírus.

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NEOE3: 3º Tri

Também citando a recuperação da economia local, a Neoenergia –que possui negócios nos segmentos de geração, transmissão e distribuição– disse que a energia injetada pela companhia verificou aumento de 1,3% no terceiro trimestre, a 16.307 gigawatts-hora (GWh), confirmando dados preliminares publicados no início deste mês.

A empresa destacou ter recebido no último trimestre R$ 1,66 bilhão da Conta-Covid, programa de auxílio às distribuidoras de eletricidade do Brasil diante dos efeitos da pandemia, montante que contribuiu com o resultado financeiro do período com um menor saldo da dívida.

Resultado financeiro

Nesse sentido, o resultado financeiro do terceiro trimestre ficou negativo em R$ 197 milhões, contra menos R$ 310 milhões no terceiro trimestre do ano passado, enquanto a proporção dívida líquida/Ebitda atingiu 2,85, versus 3,33 na mesma etapa de 2019.

O Capex da empresa somou R$ 1,87 bilhão, alta de 60% no ano a ano, “em virtude do avanço dos projetos de transmissão e eólicos”.

Distribuidoras

As distribuidoras da Neoenergia (NEOE3) injetaram 16.307 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade no terceiro trimestre de 2020, alta de 1,33% na comparação anual, disse a empresa nesta quinta-feira em prévia não auditada dos resultados operacionais.

Segundo a Neoenergia, o resultado sinaliza que a retomada da economia após as medidas de isolamento relacionadas à pandemia de coronavírus tem refletido no mercado de distribuição de energia.

A maior variação positiva foi registrada pela distribuidora Elektro, que atua nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e injetou 4.876 GWh no período, avanço de 5,29%, impulsionada pelas classes residencial e rural.

A distribuidora Celpe também apurou resultado positivo na comparação anual, com avanço de 1,43%, mas Coelba e Cosern registraram quedas no período –de 1,13% e 1,28%, respectivamente.

Apesar do resultado positivo no terceiro trimestre, no acumulado dos nove primeiros meses do ano ainda há variação negativa de 2,5% na injeção de energia frente a igual período de 2019, com um total de 48.851 GWh.

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