A Light (LIGT3) informou que aprovou o início de um período de exclusividade para negociações sobre a venda de sua participação na Guanhães Energia à Brasal Energia, em um negócio que poderia envolver R$ 94,6 milhões.

Segundo a Reuters, a Guanhães Energia opera as pequenas hidrelétricas Senhora do Porto, Dores de Ganhães, Fortuna II e Jacaré. A Light detém 51% na empresa por meio da controlada Light Energia.

Consórcio com Light (LIGT3) e Cemig (CMIG4) tem multa de R $ 44 mi da Aneel

LIGHT: a empresa

A Light disse em comunicado na noite de sexta-feira que o negócio ainda ficará sujeito a condições precedentes, incluindo aprovações regulatórias e concorrenciais.

“Durante um período de exclusividade de 30 dias a partir de hoje, a Light e a Brasal deverão negociar os termos e condições dos instrumentos aplicáveis, e, caso tais negociações sejam bem-sucedidas, a conclusão efetiva da transação dependerá ainda do cumprimento de condições precedentes”, afirmou a empresa no comunicado.

Rumo à privatização

A Light está num processo de transição para se tornar uma corporação privada, muito mais autônoma e sem limites para crescer, afirmou Ronaldo Cezar Coelho, maior acionista privado da companhia fluminense de geração e distribuição de energia.

Coelho é atualmente o maior acionista privado da elétrica (17,53%) por meio do fundo de investimento da família, o Samambaia. A maior acionista da Light continua sendo a estatal mineira Cemig (22,58%), que já declarou planos de vender sua participação.

Segundo o investidor, sua aposta na Light está relacionada à perspectiva de recuperação econômica da cidade do Rio de Janeiro. “A empresa vale quatro vezes menos que seus pares. É um bom princípio, comprar o que está barato e achar um ‘brinco’ lá.”

Veja LIGT3 na Bolsa:

Compartilhe

Categorias do artigo

  • Relacionados: