Inflação sobe 0,87% em agosto, maior taxa do mês em 21 anos, puxada pela alta dos combustíveis

Os preços da gasolina acumulam um aumento de 31,09%, já o etanol, uma alta de 40,75%

Nesta quinta-feira (09), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o índice IPCA, que mede a inflação do país, referente ao mês de agosto. Dessa forma, o oitavo mês do ano teve um aumento de 0,87%, chegando a uma inflação de 9,68% no acumulado de 12 meses.

Segundo especialistas, o cenário é preocupante, mas não é uma novidade. Isso porque as altas na gasolina, conta de luz e nos alimentos já cantavam a bola de uma inflação cada vez mais alta.

Em especial, no mês de agosto, o protagonista que mais influenciou o aumento da taxa foi o combustível. Em suma, os preços da gasolina acumulam um aumento de 31,09%. Já o etanol, uma alta de 40,75%.

inflação também aumenta em economias avançadas

De acordo com a ata da reunião do Comef (Comitê de Estabilidade Financeira), divulgada na última quarta-feira (8), o aumento da inflação em economias avançadas pode levar a um aumento de juros, o que por consequência também atinge, de forma negativa, os investimentos no Brasil.

Segundo a autoridade, o aperto monetário global deve aumentar o medo de riscos, levando os investidores a preferir investimentos mais seguros, que por sua vez atingem os preços dos ativos financeiros.

“A inflação permanece elevada nas principais economias, acentuando os riscos de aperto das condições monetárias globais e de correção de preços de ativos financeiros. Movimentos intensos e abruptos de precificação de ativos podem ter efeitos negativos para os fluxos de investimentos para economias emergentes”, afirma o documento.

Inflação sobe 0,87% em agosto, maior taxa do mês em 21 anos, puxada pela alta dos combustíveis
Postos de combustíveis

Metas e perspectivas

A princípio, a meta do governo Federal para a inflação em 2021 era de 3,75%, podendo variar entre 2,25% a 5,25%. Para alcançar a meta, o Banco Central elevou a taxa básica de juros a 5,25% ao ano. Mesmo assim, as expectativas continuam frustradas.

Em contrapartida, as metas do mercado se mantiveram mais realistas. De acordo com a última pesquisa Focus, a projeção dos analistas ficou um uma inflação de 7,58%. Dessa forma, é esperado que a Selic continue subindo, chegando a 7,63% até o fim de 2021.

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