Gestora Perfin compra 20% do grupo Comerc Energia por R$200 mi

A gestora de recursos Perfin fechou acordo para comprar 20% do grupo Comerc Energia, que tem negócios em comercialização de eletricidade e outros nichos do setor elétrico, por um investimento de R$ 200 milhões.

Segundo a Reuters, a operação ocorre em momento aquecido do mercado de comercialização de energia no Brasil, que tem registrado abertura de diversas novas empresas e operações de compra de participação em companhias que atuam no segmento.

Gestora Perfin compra 20% do grupo Comerc Energia por R$200 mi

Gestora Perfin

A aquisição inclui participações em todas as empresas do grupo Comerc, inclusive na unidade de tecnologia Doc 88 e na MegaWhat, um portal de notícias e informações sobre energia, de acordo com publicação da própria empresa na noite de sexta-feira (19).

Procurada, a Perfin não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A Comerc é uma das principais comercializadoras de energia independentes do Brasil e negocia mensalmente 1,6 gigawatts médios em eletricidade, segundo informações do site da companhia.

Comerc Energia

A empresa atua no mercado livre de energia, onde grandes consumidores como indústrias podem negociar preços e contratos de suprimento diretamente com geradores ou “tradings”.

Já a Perfin, de gestão de ativos, possui diversos fundos, alguns deles voltados a investimentos em negócios de energia. Fundos da empresa já fecharam aquisições de transmissoras de energia.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável por monitorar e registrar operações no mercado de energia, registrou salto de 16% no número de comercializadoras em atividade em 2020, para 397 empresas. Já os consumidores aptos a negociar energia no mercado livre eram mais de 8,5 mil ao final de 2020, alta de 20% ante 2019.

O segmento tem sido impulsionado por perspectivas de uma reforma regulatória no setor elétrico que tramita no Congresso e tem apoio do Ministério de Minas e Energia. O projeto prevê redução gradual de exigências para que empresas atuem no ambiente livre, o que permitiria uma liberalização total do mercado após 42 meses de sua eventual aprovação.

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